Agnelo Queiroz defende uma mudança na forma de cobrança pela regularização de terras públicas do Distrito Federal que já foram ocupadas e receberam construções pelos próprios moradores.

Ceilândia em Alerta — Agnelo Queiroz defende que GDF cobre pela terra nua na regularização de áreas públicas já construídas

A discussão é especialmente importante no Distrito Federal, onde a regularização de ocupações em terras públicas envolve milhares de famílias e diferentes situações jurídicas e urbanísticas.

O DF já possui mecanismos legais para regularização de ocupações e alienação de áreas públicas. Em normas anteriores, por exemplo, foram previstos instrumentos como concessão de uso, concessão de direito real de uso com opção de compra e alienação aos ocupantes que atendam aos requisitos legais.

Regularização com preço justo

A proposta defendida por Agnelo busca colocar a justiça no valor da regularização como um dos principais critérios.

Na prática, a discussão é: se uma pessoa recebeu ou ocupou legalmente uma área pública quando ela ainda era apenas um terreno e, ao longo dos anos, construiu sua casa e investiu no local, o preço cobrado pelo governo deveria refletir o valor da terra antes dessas benfeitorias?

É esse princípio que Agnelo defende.

A discussão também ganha importância porque a regularização fundiária pode representar segurança jurídica para os moradores, permitindo que famílias tenham a propriedade ou o direito sobre o imóvel formalmente reconhecido.

Para Agnelo, portanto, regularizar não deve significar transformar em dívida para o morador aquilo que ele próprio construiu com anos de trabalho e investimento.

Debate sobre terras públicas volta ao centro das discussões no DF

A regularização fundiária é um tema histórico no Distrito Federal. Durante sua gestão como governador, Agnelo Queiroz também tratou de políticas relacionadas à ocupação e ordenamento territorial. Em 2012, por exemplo, seu governo sancionou legislação relacionada à atualização do Plano Diretor de Ordenamento Territorial.

Agora, ao defender que o cálculo da regularização considere a terra nua, Agnelo coloca novamente o tema no debate político do DF e propõe que o processo seja conduzido levando em conta a realidade econômica dos moradores.

A proposta ainda depende de definição legal e dos critérios que venham a ser estabelecidos pelo poder público para cada modalidade de regularização. O ponto defendido por Agnelo, porém, é direto: o morador deve pagar pelo valor da terra, e não pelo patrimônio que ele próprio construiu sobre ela.

 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal TaguaCei

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador e pré-candidato Agnelo Queiroz afirma que o Governo do Distrito Federal precisa considerar o valor da terra nua, ou seja, o valor do terreno antes das construções e demais investimentos realizados pelos ocupantes.

Para Agnelo, não seria justo que o morador tivesse de pagar pelo valor de uma propriedade que foi construído ou valorizado por seu próprio investimento ao longo dos anos.

A proposta coloca no centro do debate a diferença entre o valor original da terra pública e o valor que o imóvel passou a ter depois que o ocupante construiu sua residência, comércio ou outra estrutura no local.

Morador não pode pagar duas vezes pelo que construiu

Na avaliação de Agnelo, o poder público deve estabelecer critérios que levem em consideração a realidade de quem ocupa a área e investiu recursos próprios para construir e melhorar o imóvel.

A ideia é que, no momento da regularização, o cálculo considere principalmente o valor da terra que estava originalmente em poder do Estado, evitando que o morador seja cobrado também pelo patrimônio que ele mesmo ajudou a construir.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização, redação e aprimoramento do texto, a partir das informações apresentadas no vídeo e de pesquisa complementar. O conteúdo passou por revisão editorial antes da publicação.

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