Presidente registra 47,1% das intenções de voto, diante de 42,6% do senador; levantamento também avaliou os efeitos das investigações envolvendo Fábio Luís.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República. Segundo a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31), Lula tem 47,1% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 42,6%.
A diferença entre os dois candidatos é de 4,5 pontos percentuais. Outros 10,3% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo ou não souberam indicar uma preferência.
Na pesquisa anterior, realizada em julho, Lula aparecia com 49,3% e Flávio Bolsonaro somava 42,8%. Os dois oscilaram negativamente na rodada mais recente, mas a queda registrada pelo presidente foi maior.
Lula vence adversários nos cenários de segundo turno
O levantamento mostra Lula à frente de todos os demais nomes testados em possíveis confrontos de segundo turno. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 46,6%, diante de 41% do adversário.
Em uma disputa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula teria 47%, contra 40,7%. No cenário envolvendo Renan Santos (Missão), o placar seria de 47,5% a 26% para o petista.
A pesquisa também simulou um confronto entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesse cenário, Lula aparece com 46,8%, enquanto Bolsonaro alcança 44,1%.
No primeiro turno, Lula mantém a liderança com 43,4% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição, com 33,7%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 7,8%, seguido por Renan Santos, com 7,6%.
Ronaldo Caiado registra 3,3%; Pablo Marçal (PRTB), 1,1%; e Romeu Zema, 1%.
A série histórica aponta redução nas intenções de voto de Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente tinha 46% em junho, passou para 45% em julho e chegou a 43,4% em agosto. Flávio registrava 37% em junho, caiu para 36% em julho e agora aparece com 33,7%.
Augusto Cury apresentou movimento contrário. Depois de marcar 3% em julho, o escritor alcançou 7,8% em agosto e assumiu a terceira colocação no cenário de primeiro turno.
Investigação envolvendo filho de Lula repercute entre eleitores
A pesquisa também avaliou a percepção dos entrevistados sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. A Polícia Federal apura se ele teria atuado em favor de empresários interessados em realizar negócios com órgãos do governo federal. A defesa nega a existência de irregularidades.
Entre os entrevistados, 67,2% afirmaram ter acompanhado as investigações de perto. Outros 29,5% disseram ter ouvido falar no assunto, mas conhecem poucos detalhes, enquanto 3,4% declararam desconhecer o caso.
Para 55,1%, as investigações afetam diretamente o governo Lula. Outros 37,9% consideram que o episódio representa um problema exclusivamente pessoal de Fábio Luís, e 7,1% não souberam responder.
Quando questionados sobre os possíveis impactos eleitorais, 34,8% disseram acreditar que o caso pode prejudicar muito a candidatura de Lula à reeleição. Outros 24,6% avaliam que pode prejudicar um pouco. Somados, esses grupos representam 59,4% dos entrevistados.
Por outro lado, 36% acreditam que as investigações não prejudicarão a candidatura do presidente, enquanto 4,6% não souberam avaliar.
Durante uma sabatina realizada na quinta-feira (27), Lula afirmou que não pretende interferir nas apurações e que seu filho deverá responder às investigações e demonstrar sua inocência. O presidente também declarou que as informações divulgadas até agora não comprovariam as suspeitas levantadas.
A pesquisa Atlas/Bloomberg entrevistou 5.014 pessoas entre os dias 25 e 30 de agosto, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07972/2026.
🔍 Fonte: Brasil de Fato.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.



