Trabalhadores ocupam ruas do país pelo fim da escala 6×1

Mobilizações defendem jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, e pressionam o Senado a aprovar a mudança.

Trabalhadores, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais realizaram manifestações em diferentes cidades brasileiras no domingo (30) pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte nos salários.

Os atos ocorreram às vésperas de uma semana decisiva para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. O texto deverá ser analisado nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Em São Paulo, milhares de pessoas reuniram-se no vão livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista. A manifestação contou com representantes da CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.

Centrais sindicais intensificam pressão sobre o Senado

Dirigentes sindicais defenderam a continuidade das mobilizações até a votação definitiva da PEC. O presidente da CTB, Adilson Araújo, afirmou que o fim da escala 6×1 é necessário para construir um modelo de desenvolvimento baseado na valorização do trabalho.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, classificou a jornada nacional como histórica e anunciou ações nos gabinetes dos senadores, nas ruas e no transporte público durante a semana. Segundo ele, a discussão envolve o direito dos trabalhadores ao descanso e ao próprio tempo.

Representantes do movimento sindical também destacaram os efeitos da escala 6×1 sobre as mulheres, que frequentemente acumulam trabalho remunerado e tarefas domésticas, e sobre os jovens que precisam conciliar emprego e estudos.

Para as entidades, a redução da jornada pode melhorar a saúde, ampliar a convivência familiar e garantir mais tempo para educação, cultura e lazer.

Mobilização chega a diferentes capitais

Além de São Paulo, foram realizados atos em Salvador, Goiânia, Curitiba, Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal, Aracaju, São Luís e Belém. Em Porto Alegre, a manifestação prevista para o Parque da Redenção foi cancelada devido à previsão de fortes chuvas.

Em Brasília, trabalhadores também preparam atividades para pressionar diretamente os senadores durante a análise da proposta.

Se aprovada pela CCJ, a PEC ainda precisará passar por dois turnos no plenário do Senado. Por alterar a Constituição, o texto necessita de pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada votação.

As centrais sindicais prometem intensificar as ações nos próximos dias, com manifestações, panfletagens, campanhas nas redes sociais e visitas aos gabinetes parlamentares.


🔍 Fonte: Portal Vermelho.

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

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