Medicamento produzido pela EMS utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic e foi registrado como similar ao Ozivy; empresa ainda definirá preço e data de lançamento no mercado brasileiro.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Yluméc, novo medicamento injetável à base de semaglutida. O produto pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, medicamentos popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Produzido pela farmacêutica EMS, o Yluméc foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. A semaglutida é o mesmo princípio ativo presente no Ozempic e em outros medicamentos que ganharam popularidade nos últimos anos também pelos efeitos associados à perda de peso.
A patente da semaglutida utilizada no Ozempic expirou no Brasil em 20 de março de 2026, abrindo espaço para a entrada de novos produtos no mercado nacional. Desde então, a Anvisa vem analisando e autorizando diferentes medicamentos que utilizam o princípio ativo.
Yluméc terá diferentes doses
De acordo com o registro publicado no Diário Oficial da União, o Yluméc foi classificado como medicamento similar e utiliza como referência o Ozivy, outra caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada em junho.
O novo medicamento deverá ser comercializado em canetas aplicadoras de 1,5 ml, que permitem quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg, e de 3 ml, destinadas a quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg.
A produção será realizada na fábrica de peptídeos da EMS localizada no complexo industrial de Hortolândia, no interior de São Paulo.
Apesar da aprovação regulatória, a chegada do Yluméc às farmácias não será imediata. A fabricante informou que ainda precisa definir aspectos relacionados ao planejamento comercial, preço e cronograma de lançamento do medicamento.
Novos medicamentos ampliam mercado de semaglutida
A aprovação ocorre em meio à expansão da oferta de medicamentos à base de semaglutida no Brasil. Em julho, a Anvisa registrou outras cinco canetas produzidas a partir da versão sintética da substância. Em agosto, mais dois produtos receberam autorização.
O Ministério da Saúde solicitou prioridade na análise desses medicamentos com o objetivo de ampliar a oferta, estimular a concorrência e criar condições para uma possível redução de preços. A pasta também acompanha estudos sobre a utilização de medicamentos da classe GLP-1 no sistema público de saúde.
É importante destacar que, apesar de serem frequentemente chamadas de “canetas emagrecedoras”, as novas versões de semaglutida citadas nas autorizações recentes da Anvisa têm indicações específicas estabelecidas em seus registros. No caso do Yluméc, a indicação informada é para adultos com diabetes tipo 2.
Medicamentos agonistas de GLP-1 estão sujeitos a controle de prescrição no Brasil. A venda exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia, medida adotada pela Anvisa para ampliar a segurança e reduzir o uso indiscriminado desses produtos.
🔍 Fontes: Agência Brasil; Anvisa; Ministério da Saúde.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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