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Setor Comercial Sul celebra dez anos de ocupação cultural com roda de samba gratuita

**Texto Alt:** Fotografia em preto e branco de uma roda de samba informal ao ar livre em frente a um estabelecimento comercial. Um grupo de músicos está reunido ao redor de uma mesa com toalha xadrez, tocando instrumentos de corda e percussão (como violão, cavaquinho, pandeiro e rebolo), cercado por pessoas a assistir.
Edição do evento Do Trabalho pro Samba no Distrito Federal | Crédito: Divulgação/Instituto No Setor

Evento será realizado nesta sexta-feira (2), a partir das 18h, na Praça dos Artistas, e reúne músicos e coletivos que ajudaram a transformar a região por meio da cultura.

Ceilândia em Alerta – A Praça dos Artistas, no Setor Comercial Sul (SCS), em Brasília, recebe nesta sexta-feira (2), a partir das 18h, uma roda de samba gratuita para celebrar dez anos de uma rede de produtores, artistas e coletivos que passou a ocupar culturalmente a região central da capital.

A comemoração é promovida pelo Instituto No Setor, em parceria com o coletivo Do Trabalho pro Samba, e relembra uma trajetória iniciada em 2016, quando diferentes iniciativas começaram a utilizar os espaços do SCS para festas, rodas de samba e outras manifestações culturais.

A programação terá Pedro Cariello, na voz e violão; Henrique Nepomuceno, voz e cavaquinho; Elizabeth Maia, surdo e voz; Yann Rocha, violão de sete cordas; Rogério Córdova, pandeiro e voz; Bruno Patrício, sax e flauta; e Helena Pinheiro, cavaquinho e voz.

A roda também será aberta à participação de outros sambistas do Distrito Federal ao longo da noite.

Cultura ajudou a transformar ocupação do SCS

As iniciativas culturais começaram a ganhar força no Setor Comercial Sul no fim de 2015, inicialmente com festas e ocupações realizadas na garagem do Edifício do Planalto.

Em maio de 2016, o Samba da Mutamba realizou o primeiro evento de rua autorizado pelo Governo do Distrito Federal na região. Na mesma época surgiram iniciativas como o Coletivo Labirinto e o Do Trabalho pro Samba, que promovia encontros musicais aproveitando o movimento de trabalhadores no fim do expediente.

A proposta era ocupar os espaços públicos e contribuir para mudar a relação das pessoas com uma área que, durante anos, esteve associada principalmente ao movimento comercial durante o dia e ao esvaziamento depois do horário de trabalho.

Outras iniciativas passaram a integrar essa movimentação cultural ao longo dos anos, entre elas Canteiro Central, Externa, Hug Hub e ações do Setor Carnavalesco Sul.

Segundo Caio Dutra, um dos fundadores do Instituto Cultural e Social No Setor, a iniciativa nasceu de sua relação com o próprio território e da intenção de modificar a imagem de um lugar frequentemente retratado como inseguro e pouco acolhedor.

Ocupação cultural completa uma década

Para o Instituto No Setor, a comemoração dos dez anos representa também a defesa de um Setor Comercial Sul ocupado por diferentes públicos e no qual as atividades culturais façam parte permanentemente da dinâmica urbana.

Nos últimos anos, o SCS recebeu diferentes projetos de arte, formação profissional, sustentabilidade e economia criativa, ampliando a utilização de espaços que anteriormente tinham sua movimentação concentrada principalmente no horário comercial.

A roda de samba desta sexta-feira terá entrada gratuita e será realizada na Praça dos Artistas.

Serviço: 10 anos de cultura no Setor Comercial Sul — sexta-feira (2), a partir das 18h, na Praça dos Artistas, no Setor Comercial Sul, em Brasília. Entrada gratuita.


🔍 Fonte: Brasil de Fato.

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