Mais uma vez, a terrível faceta do imperialismo e do sionismo mostrou que não respeita a soberania dos povos ao rasgar a Carta da ONU e realizar uma ação militar covarde enquanto fingia negociar um acordo nuclear. O ataque deste sábado (28) no Irã, além de deixar centenas de mortos e feridos, ceifou a vida do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, aos 86 anos.
A confirmação da morte do chefe de Estado veio por meio da mídia estatal iraniana, que informou que ele estava em seu escritório quando ocorreu o bombardeio à residência, ordenado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Em nota, a agência de notícias IRNA declarou: “O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, foi martirizado pelos ataques dos regimes de Israel e dos EUA”.
O governo iraniano anunciou 40 dias de luto e sete dias de feriado. A liderança do país deverá ser assumida provisoriamente por uma junta composta pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o aiatolá Alireza Arafi, jurista do Conselho dos Guardiões.
Pezeshkian afirmou que o Irã tem o direito de responder à morte do aiatolá e descreveu a ação militar estrangeira como declaração de guerra.
No mês de fevereiro, completaram-se 47 anos da Revolução Islâmica de 1979, que colocou fim ao regime monárquico reacionário, de direita, pró-Estados Unidos, comandado pelo Xá Reza Pahlavi.
Khamenei estava no posto desde 1989, quando assumiu após a morte de Ruhollah Khomeini, o primeiro líder supremo. Antes, ocupou o posto de presidente do país entre 1981 e 1989.
A liderança suprema é a autoridade máxima do país persa, um cargo vitalício com título de aiatolá, que desempenha a função de chefe de Estado, tem o papel de comandante-chefe das Forças Armadas, além de ser a principal figura religiosa islâmica.
Assassinato
A informação sobre a morte já era alvo de especulações desde que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter fortes indícios sobre o fato após o bombardeio que atingiu a residência do líder supremo, na capital Teerã.
“Esta manhã, eliminamos altos funcionários do regime dos aiatolás, comandantes da Guarda Revolucionária, figuras importantes do programa nuclear – e continuaremos. Nos próximos dias, atingiremos milhares de outros alvos”, ameaçou Netanyahu.
Na mesma linha, Trump utilizou as redes sociais para indicar a morte, anunciando que os ataques ao Irã devem prosseguir, sem esconder sua real intenção, que é a derrubada do regime dos aiatolás.
A mídia iraniana aponta que também morreram no ataque uma filha, o genro e uma neta de Khamenei.
Com informações do Vermelho
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