A declaração de que “Flávio Bolsonaro vai acabar com o Pix”, feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), reacende o debate sobre soberania nacional após críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos brasileiro. O parlamentar acusou o senador de se omitir diante de ataques externos ao Pix e de priorizar interesses estrangeiros em detrimento da população brasileira.
A afirmação foi publicada por Lindbergh Farias em suas redes sociais nesta quinta-feira (2), onde criticou diretamente o posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao tema. O silêncio do senador ocorre em meio a pressões da Casa Branca contra políticas brasileiras, incluindo o sistema de pagamentos instantâneos.
Na postagem, Lindbergh afirmou: “O ‘patriotismo’ do Flávio Bolsonaro acaba onde começam as ordens do Trump. A Casa Branca atacando o nosso Pix e a nossa soberania e ele em silêncio absoluto. Prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros. É a prova de que ele não está nem aí para o Brasil e para o brasileiro, só para o projeto de poder dos amigos lá de fora e para os interesses da família Bolsonaro. Flávio vai acabar com o Pix. O Pix é do Brasil”.
O "patriotismo" do Flávio Bolsonaro acaba onde começam as ordens do Trump.
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) April 2, 2026
A Casa Branca atacando o nosso Pix e a nossa soberania e o ele em silêncio absoluto.
Prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros.
É a prova de…
A crítica ocorre após a divulgação de um relatório do Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), que incluiu o Pix entre supostas barreiras impostas pelo Brasil ao comércio internacional. O documento também menciona iniciativas regulatórias sobre redes sociais e medidas tributárias como fatores que, segundo autoridades americanas, afetariam interesses econômicos dos EUA.
O relatório dedica oito páginas ao Brasil e reforça pontos já levantados em investigações conduzidas no âmbito da chamada Seção 301, que pode resultar na aplicação de tarifas contra produtos brasileiros nos próximos meses. Entre as alegações, o USTR destaca que o Banco Central “criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos”, e registra que empresas americanas teriam manifestado preocupações sobre um possível tratamento preferencial ao sistema.
Além do Pix, o documento também cita outras questões recorrentes nas relações comerciais entre os dois países, como dificuldades no registro de patentes, disputas em propriedade intelectual, tarifas sobre o etanol, restrições sanitárias à carne suína dos EUA e políticas de incentivo à produção audiovisual nacional.
Com informações do Brasil247
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