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Lula cobra aprovação da PEC da Segurança pelo Congresso e promete criação de ministério

Presidente fala em "guerra contra o crime organizado" e cita Ricardo Magro, dono da Refit, como foragido

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou a aprovação da PEC da Segurança pelo Congresso Nacional e afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública, ao mesmo tempo em que reforça o discurso de combate ao crime organizado e cita o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, como foragido.

Em entrevista à TV Record Bahia nesta quinta-feira (2), Lula destacou que a proposta é central para ampliar a atuação do governo federal na área. “Essa PEC [PEC da Segurança] vai permitir que a gente tome uma decisão muito importante, que é criar o Ministério da Segurança Pública e definir uma nova ação do governo federal na questão da segurança pública”, afirmou.

Segundo o presidente, a Constituição atualmente limita a participação da União no setor. “Tal como está a Constituição hoje, o papel do governo federal na segurança pública é apenas de repassar um pouco de dinheiro, o que é muito pouco diante da necessidade do estado”, disse. Ele acrescentou que a proposta pretende redefinir atribuições institucionais: “Com a PEC aprovada a gente vai estabelecer qual é o papel da União na segurança pública, o papel da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal”.

Lula também mencionou a criação de uma nova força nacional. “E, sobretudo, a gente vai definir a criação de uma Guarda Nacional muito eficaz para fazer intervenção se for necessária”, declarou.

O presidente afirmou que o país enfrenta um cenário de enfrentamento direto ao crime organizado. “Mas a gente não pode esperar. Nós aprovamos agora a Lei Antifacção. Nós estamos em uma guerra contra o crime organizado”, disse. Ele citou ações recentes do governo: “Já apreendemos 250 milhões de litros de combustível que estavam na mão do crime organizado. Nós estamos fazendo a Operação Carbono Oculto, já prendemos algumas pessoas”.

Lula destacou ainda a intenção de atingir estruturas de alto nível. “Mas queremos chegar no andar de cima da corrupção, nos magnatas da corrupção, que não moram nas favelas. Moram nos prédios mais chiques da cidade de Salvador, do Rio de Janeiro, de São Paulo, em Pernambuco, no Ceará. O que queremos é chegar nessa gente”, afirmou.

Durante a entrevista, o presidente mencionou conversas com autoridades internacionais. “Inclusive, quando conversei com o Trump, eu disse: ‘se você quiser combater o crime organizado de verdade, o Brasil está disposto a jogar todo o peso que a gente puder para combater. Você poderia começar me entregando os brasileiros que estão aí’”, relatou. Segundo ele, foram repassadas informações sobre investigados. “Dei, inclusive, o endereço das casas e o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos”.

Entre os citados, Lula mencionou o empresário ligado ao setor de combustíveis. “Estou aguardando, sobretudo, o dono da Refit, que é o principal deles”, declarou.

Ao final, o presidente voltou a pressionar o Legislativo pela aprovação da proposta. “Essa é uma guerra que nós vamos vencer. Agora, eu preciso que o Congresso Nacional aprove a PEC. Na hora em que o Congresso aprovar, vamos aprontar com muita rapidez um grande Ministério da Segurança Pública, para que a gente possa fazer intervenção no crime organizado, sem precisar pedir licença para ninguém”, concluiu.

Com informações do Brasil247

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