Quatro candidatos ao Senado votaram contra o fim da escala 6×1 na Câmara

Caroline de Toni, Nicoletti, Marcel van Hattem e Ricardo Salles rejeitaram nos dois turnos a PEC que reduz a jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso.

Quatro deputados federais que disputam vagas no Senado nas eleições de outubro votaram contra a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho. Caroline de Toni (PL-SC), Nicoletti (PL-RR), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Ricardo Salles (Novo-SP) rejeitaram o texto nos dois turnos de votação realizados pela Câmara dos Deputados em maio.

A PEC foi aprovada por ampla maioria entre os deputados. No primeiro turno, recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Na segunda votação, foram 461 votos a favor e 19 contra. PL e Novo concentraram parte significativa da resistência à mudança.

O texto reduz gradualmente a jornada máxima das atuais 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana. Após a promulgação, o limite cairia inicialmente para 42 horas e, depois de um ano, chegaria às 40 horas.

Três candidatos estão em disputas apertadas pelo Senado

Os quatro parlamentares aparecem na rodada mais recente da pesquisa Quaest sobre as eleições para o Senado em seus respectivos estados. Como cada unidade da Federação escolherá dois senadores em outubro, os levantamentos consideram duas opções de voto por eleitor.

Em Santa Catarina, Caroline de Toni registra 12% das intenções de voto. Esperidião Amin (PP) aparece com 19%, Carlos Bolsonaro (PL), com 16%, e Décio Lima (PT), com 9%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Caroline está tecnicamente empatada com Carlos Bolsonaro e Décio Lima.

Em Roraima, Nicoletti aparece com 17%, próximo de Teresa Surita (MDB), que registra 19%, e Helena da Asatur (PSD), com 16%. Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos. Chico Rodrigues (PSB) aparece depois, com 11%.

No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem também integra uma disputa equilibrada. Manuela d’Ávila (Psol) aparece com 12%, enquanto Van Hattem e Paulo Pimenta (PT) têm 9% cada. Ubiratan Sanderson (PL) e Germano Rigotto (MDB) registram 8%. Considerando a margem de erro, os cinco estão tecnicamente empatados.

Ricardo Salles apresenta situação diferente em São Paulo. O candidato do Novo registra 4% das intenções de voto. Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) aparecem com 12% cada, Simone Tebet (PSB) tem 11% e André do Prado (PL), 7%.

Assim, dos quatro deputados candidatos ao Senado que votaram contra a PEC, três aparecem atualmente em disputas marcadas por empate técnico pelas duas vagas disponíveis em seus estados.

PL e Novo concentraram resistência à proposta

Além dos quatro candidatos ao Senado, outros 15 deputados mantiveram posição contrária à PEC no segundo turno de votação na Câmara.

Pelo PL, também rejeitaram a proposta Bibo Nunes (RS), Daniel Freitas (SC), Daniela Reinehr (SC), Julia Zanatta (SC), Mauricio Marcon (RS), Ricardo Guidi (SC) e Rosangela Moro (SP).

No Novo, Adriana Ventura (SP) e Gilson Marques (SC) também votaram contra. A lista incluiu ainda Carlos Chiodini (MDB-SC), Pezenti (MDB-SC), Fabio Schiochet (União Brasil-SC), Lucas Redecker (PSD-RS), Sérgio Turra (PP-RS) e Kim Kataguiri (Missão-SP).

No primeiro turno, quando 22 deputados rejeitaram a PEC, Paulo Marinho Jr. (PL-MA) e Zé Trovão (PL-SC) também votaram contra, mas ficaram ausentes no segundo turno. Fausto Pinato (União Brasil-SP), por sua vez, mudou de posição e votou favoravelmente na segunda votação.

No Senado, o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável e manteve o texto aprovado pela Câmara. A intenção é acelerar a tramitação para que a matéria seja analisada pelo plenário.

Por se tratar de uma alteração na Constituição, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos. Se o Senado mantiver integralmente o texto aprovado pelos deputados, a proposta poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional.


🔍 Fonte: Brasil de Fato

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

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