Ceilândia em Alerta — Um homem tentou pular as grades que cercam o Supremo Tribunal Federal (STF) antes de ser preso na noite desta quinta-feira (1º), em Brasília. Segundo a Corte, a movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento do edifício, que acionou imediatamente a Polícia Militar e a Polícia Judicial.
O homem também arremessou uma mochila sobre uma parada de ônibus localizada nas proximidades do STF. Diante da possibilidade de que o objeto pudesse conter um artefato explosivo, o Esquadrão Antibombas foi acionado para realizar a avaliação e os procedimentos de segurança.
A área externa da Corte foi isolada durante a ocorrência. A via S1 ficou totalmente bloqueada desde a região da Catedral, e o trânsito na Esplanada dos Ministérios foi interrompido.
O STF informou que não houve interdição interna no prédio. A polícia, no entanto, orientou as pessoas que deixavam a sede da Corte a manter distância do local enquanto os procedimentos de segurança eram realizados.
Por volta das 20h30, os ministros já haviam deixado o edifício. O último a sair, após a sessão, foi o ministro Edson Fachin.
Operação para verificar mochila
Em nota, o STF explicou que a tentativa de acesso à área cercada foi identificada pelo sistema de monitoramento da Corte. Como o homem havia jogado a mochila sobre o ponto de ônibus, foi necessário acionar a Operação Petardo, responsável pelos procedimentos relacionados à suspeita de explosivos.
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Judicial permaneceram no local durante a ocorrência para realizar as medidas de segurança.
Ataque de 2024
O episódio ocorreu quase dois anos após o ataque registrado na Praça dos Três Poderes, em novembro de 2024. Na ocasião, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, natural de Santa Catarina, realizou explosões nas proximidades do STF.
Segundo relatos publicados pelo Correio Braziliense, o homem morreu após arremessar um explosivo contra a Estátua da Justiça, em frente à sede da Corte. Duas explosões foram registradas na Praça dos Três Poderes, sendo uma delas diante do STF.
Após o episódio, a área foi imediatamente isolada pela Polícia Militar e pela segurança do Supremo.
Fonte: Correio Braziliense



