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PL articula suplência para Eduardo Bolsonaro em candidatura ao Senado

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Partido de Jair Bolsonaro estuda indicar Eduardo para a suplência de André do Prado, que deve ser o nome do PL na corrida ao Senado em SP

O Partido Liberal (PL) pretende indicar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro como suplente na candidatura do partido ao Senado em São Paulo. Nas últimas semana, avançou a articulação para o presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), André do Prado (PL), ser o escolhido para representar a legenda na corrida.

No feriado prolongado de Tiradentes, Prado e seu padrinho político, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, se reuniram com Eduardo nos Estados Unidos para tratar do assuntoNa ocasião, foi gravado um vídeo com Eduardo e Prado, que, de acordo com o entorno de Prado, deve ser publicado nos próximos dias para “oficializar” a pré-candidatura do presidente da Alesp.

André do Prado e Valdemar Costa Neto buscam o aval do “filho 03” para a escolha de Prado, uma vez que o ex-deputado é considerado o “dono” da vaga pela partido. A candidatura do ex-deputado ao Senado era tida como certa até ele passar a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à sua atuação no “autoexílio” nos EUA.

De acordo com aliados de Eduardo, caso se concretize o movimento, ele ficaria nos EUA durante a campanha eleitoral e só voltaria ao Brasil na condição de suplente eleito. O entendimento é que, até o momento, não há nenhum impedimento legal para Eduardo participar do pleito, inclusive como titular da chapa.


Acenos ao bolsonarismo

  • Com a pré-candidatura bem encaminhada, o “pupilo” de Valdemar Costa Neto planeja os próximos passos para conseguir vencer a resistência que os bolsonaristas “raiz” guardam ao seu nome. André do Prado, cuja candidatura conta com o apoio e o esforço explícito de Tarcísio de Freitas, tem adotado cautela e discrição na articulação junto a Eduardo.
  • O objetivo é evitar começar a pré-candidatura já comece em crise com os bolsonaristas, sendo alvo de “fogo amigo” de quadros do PL que viam com mais simpatia nomes mais alinhados à agenda do grupo, como o deputado federal Mario Frias (PL) e o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL).
  • Para isso, a interlocutores, Prado afirma que deve fazer acenos ao bolsonarismo raiz, como algumas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado tem argumentado que vai seguir o tom adotado pelo próprio PL sobre o tema.
  • A agenda anti-STF é o principal foco da direita para a campanha ao Senado nesta eleição. O objetivo é conseguir uma maioria suficiente para ameaçar a abertura de processos de impeachment de ministros da Corte na próxima legislatura.
  • Ligado a Valdemar, André do Prado é considerado um político de centro e de perfil conciliador, tendo a simpatia inclusive de deputados do PT dentro da Alesp.
  • Na tentativa de se consolidar como o candidato do PL ao Senado, o presidente da Alesp passou nos últimos dias a tentar demonstrar proximidade com a família Bolsonaro: nas redes sociais, publicou um vídeo com uma espécie de compilação de momentos em que aparece junto com Jair Bolsonaro (PL) em agendas.
  • Já na última segunda-feira (27/4), esteve ao lado de Tarcísio e Flávio Bolsonaro na Agrishow, em Ribeirão Preto, no interior paulista, a primeira agenda pública após a oficialização da pré-candidatura do governador e do senador carioca.

Críticas de Ricardo Salles

Além de André do Prado e Guilherme Derrite (PP), outro nome de direita que se coloca como pré-candidato ao Senado é o deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro.

Embora Salles seja aliado de Tarcísio e Derrite, sua candidatura é considerada de um “outsider”, já que não faz parte oficialmente do arco de alianças em torno da chapa de reeleição do governador de São Paulo.

Caso se confirme o atual cenário, portanto, o campo pode ser representados por três candidatos com potencial de serem competitivos.

Com duas vagas em disputa, o cálculo feito nos bastidores é que, caso a esquerda confirme a formação de uma chapa “centrista” para a corrida ao Senado — Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) são as opções –, será difícil a direita fazer as duas cadeiras.

O temor do entorno de André do Prado é que ele seja fustigado especialmente por Salles, sob a alegação de que não representa as bandeiras mais caras à direita.

Aliados já têm feito comparações com a situação vivida pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na campanha municipal em 2024, quando o então candidato à reeleição, mesmo oficialmente apoiado por Bolsonaro e o PL, perdeu votos do eleitorado bolsonarista para o influenciador Pablo Marçal.

A artilharia já está mirada contra André do Prado pelos concorrentes. Em pré-campanha ao Senado, Salles tem rodado o interior do estado e espalhado o apelido de “Valdemarzinho” ao presidente da Alesp na tentativa de vincular o adversário ao Centrão e a escândalos de corrupção e trazer para si os votos bolsonaristas.

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