“Governar é arte de fazer ou não fazer”, diz Lula

Presidente afirmou que campanhas podem ser marcadas por promessas e desinformação, mas que a população avalia os governantes pelos resultados concretos de seus mandatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (3/7) que um governo é avaliado pela capacidade de entregar resultados concretos à população, e não apenas pelo discurso político. Durante cerimônia de entregas simultâneas nas áreas de saúde, educação e habitação, realizada no Palácio do Planalto, o presidente ressaltou que obras e políticas públicas são o verdadeiro parâmetro para medir uma gestão.

Lula afirmou que campanhas podem ser marcadas por promessas e até pela disseminação de desinformação, mas destacou que, ao assumir um mandato, o governante passa a ser cobrado pelas realizações.

“Em uma campanha política, você pode mentir. Uma campanha política você pode fazer com fake news, você pode fazer com inteligência artificial, mas governar é a arte de fazer ou não fazer, governar é a arte de entregar ou não entregar”, declarou.

Ele reforçou que a avaliação da população ocorre com base nas ações concretizadas ao longo do mandato. “Você é medido pelo que você faz. Não adianta falar da boca para fora. Quando você terminar a tua tarefa, você vai ser medido pelo que você fez. Se você não fez, vai aparecer. E, se você fez, também vai aparecer. Essa é a realidade da vida”, afirmou.

Lula fez  uma comparação com o futebol para defender que governos precisam apresentar resultados e marcar “gols”. “O que ganha se ele não marca o gol? Para ganhar, tem que jogar a bola para frente e chutar no gol do adversário. Ficar tocando bolinha para trás não dá muito certo”, disse, ao argumentar que administrar um país exige decisões e execução de políticas públicas.

Defeso eleitoral

O presidente destacou ainda que os mandatos têm prazo determinado e, por isso, é necessário acelerar a implementação das ações de governo. “Quem ganha a eleição sabe a hora que toma posse e a hora que cai fora. Não tem prorrogação. Não tem pênalti. Você tem que fazer as coisas. Por isso, fazer é uma obsessão. Fazer e fazer rápido, que nem sempre é possível”, declarou.

O evento marcou o último dia permitido pela legislação eleitoral para a participação de candidatos em inaugurações e atos dessa natureza antes do início das restrições previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o período que antecede as eleições.

*Com informações do Correio Braziliense.



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