Teerã afirma que ofensiva foi uma retaliação aos recentes bombardeios norte-americanos em território iraniano, incluindo um ataque que teria atingido uma festa de casamento e provocado mortes de civis.
O Irã lançou nesta quinta-feira (3) novos ataques com mísseis e drones contra instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva amplia a escalada entre Teerã e Washington, que voltaram a trocar ataques de maior intensidade nos últimos dias.
Segundo as Forças Armadas iranianas, um dos principais alvos foi a Base Aérea Ahmad al-Jaber, no Kuwait. O Irã afirma ter atingido sistemas de comunicação por satélite, depósitos de equipamentos e hangares utilizados por aeronaves militares.
Nos Emirados Árabes Unidos, o alvo anunciado foi a Base Aérea Al Minhad. De acordo com o governo iraniano, mísseis e drones foram lançados contra posições de tropas norte-americanas e sistemas de radar instalados no local.
As afirmações iranianas sobre os danos provocados nas instalações militares não foram confirmadas de forma independente. O Kuwait informou que seus sistemas de defesa aérea atuaram contra mísseis e drones durante a ofensiva e condenou os ataques como uma violação de sua soberania.
Teerã acusa EUA de ataque contra civis
A nova ofensiva ocorreu após uma sequência de bombardeios dos Estados Unidos contra alvos no sul do Irã. Washington afirma que suas operações tiveram como objetivo instalações militares, sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos relacionados à colocação de minas e estruturas utilizadas pelas forças iranianas.
O governo iraniano, porém, acusa os Estados Unidos de terem atingido também uma residência onde ocorria uma festa de casamento na localidade de Kuhestak, na província de Hormozgan.
Autoridades iranianas afirmam que cinco civis morreram, entre eles uma criança de quatro anos, e dezenas ficaram feridos. Teerã classificou o episódio como um “crime de guerra” e pediu uma investigação internacional.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou Washington de atacar deliberadamente uma área civil. As circunstâncias exatas do bombardeio e a responsabilidade pelas mortes ainda são objeto de versões divergentes.
Os Estados Unidos sustentam que suas operações foram direcionadas a objetivos militares. O Comando Central norte-americano afirmou que os ataques recentes foram uma resposta a ações iranianas contra a navegação comercial no Estreito de Ormuz e contra militares dos EUA.
Escalada atinge diferentes países do Oriente Médio
A troca de ataques não está restrita aos territórios dos Estados Unidos e do Irã. Bases e instalações utilizadas pelas forças norte-americanas em diferentes países do Oriente Médio passaram a ser alvos das operações iranianas.
Nos últimos dias, Teerã reivindicou ataques contra posições norte-americanas na Jordânia, no Kuwait, no Bahrein, no Iraque e nos Emirados Árabes Unidos.
O governo do Kuwait classificou as sucessivas ofensivas iranianas como ameaça direta à segurança e à estabilidade do país e afirmou que poderá adotar as medidas necessárias para proteger seu território e suas instalações.
A escalada também aumenta a preocupação com o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo e gás. A intensificação dos confrontos na região tem provocado impactos na navegação e pressão sobre os preços internacionais da energia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington está preparado para realizar novos ataques caso considere necessário. O Irã, por sua vez, declarou que continuará respondendo às operações militares norte-americanas.
Com os dois governos mantendo ameaças de novas ações, aumenta o risco de expansão de um conflito que já envolve instalações militares distribuídas por vários países do Oriente Médio e afeta diretamente a segurança das nações do Golfo.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; Reuters.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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