UE avança com adesão de Ucrânia e Moldávia após veto húngaro

Hungria retirou bloqueio de dois anos e abriu caminho para nova fase das negociações para entrada de Ucrânia e Moldávia na União Europeia

União Europeia deu nesta quarta-feira (3/6) um dos passos mais importantes no processo de adesão da Ucrânia e da Moldávia ao bloco desde que os dois países receberam o status de candidatos.

Após a Hungria retirar o veto que mantinha há dois anos, os 27 Estados-membros concordaram em avançar para a próxima fase das negociações de entrada das duas nações na UE.

A decisão foi tomada durante uma reunião de embaixadores em Bruxelas e permitirá a abertura formal do primeiro agrupamento de capítulos negociadores, conhecido como “fundamentos”, considerado a base de todo o processo de adesão.

Segundo diplomatas europeus, a retirada das objeções por parte da Hungria possibilitou alcançar a unanimidade exigida para o avanço das negociações.

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Um novo item foi incluído na pauta da reunião para formalizar a aprovação.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a presidência rotativa da União Europeia, atualmente exercida por Chipre, classificou a decisão como uma demonstração de unidade do bloco.

“O acordo envia uma forte mensagem de unidade e determinação no apoio ao futuro europeu da Ucrânia e da Moldávia”, afirmou o governo cipriota.


Nova fase

  • O processo de adesão à União Europeia é dividido em 33 capítulos temáticos, organizados em seis grandes agrupamentos.
  • O primeiro deles, chamado de “fundamentos”, aborda temas considerados centrais para o ingresso no bloco, como Estado de Direito, direitos humanos, independência do Judiciário e combate à corrupção.
  • A abertura desse agrupamento representa o início formal das negociações técnicas de adesão.
  • Ambos os países aguardavam a abertura dessa etapa desde que receberam oficialmente o status de candidatos à adesão.
  • O processo, porém, permaneceu travado devido à oposição do então governo húngaro liderado por Viktor Orbán.
  • Durante os últimos anos, Orbán tornou-se uma das principais vozes dissidentes dentro da União Europeia em relação ao apoio a Kiev.
  • Além de bloquear avanços na adesão ucraniana, o governo húngaro também se opôs a pacotes de ajuda financeira e militar destinados ao país desde o início da invasão russa.

Nesta quarta, Magyar afirmou que Hungria e Ucrânia chegaram a um acordo sobre os direitos da minoria húngara que vive na região ucraniana da Transcarpátia, uma das principais fontes de atrito entre os dois países nos últimos anos.

Segundo o premiê, o entendimento prevê a ampliação dos direitos linguísticos, educacionais, culturais e políticos da comunidade húngara na região, estimada em cerca de 100 mil pessoas.

Entre as medidas anunciadas estão a restauração de escolas voltadas para minorias étnicas, a ampliação do uso da língua húngara em ambientes educacionais e a possibilidade de realização de exames em língua materna.

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