Conhecido como Barretão, produtor, fotógrafo e diretor marcou a história do audiovisual nacional com obras que se tornaram referência dentro e fora do país.
Ceilândia em Alerta – Segundo informações publicadas pelo Correio Braziliense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias pela morte do produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, o Barretão, que faleceu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos. Considerado um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, ele dedicou mais de seis décadas à produção audiovisual e foi um dos protagonistas do fortalecimento da indústria cinematográfica nacional.
Ao anunciar o decreto, Lula destacou a importância de Barretão para a cultura brasileira e para a consolidação do cinema nacional. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou:
“O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos.”
O presidente também ressaltou a atuação do cineasta na defesa da produção audiovisual brasileira, lembrando sua contribuição para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao setor.
“Como poucos, Luiz Carlos Barreto soube defender nossa produção audiovisual. Lutou por políticas públicas para o setor. Ajudou a criar, no Brasil, toda uma cadeia de gente talentosa e extremamente profissional que hoje nos traz orgulho na forma de Oscars, Leões de Ouro e muito prestígio internacional.”
Natural de Sobral (CE), Luiz Carlos Barreto iniciou a carreira como fotojornalista em 1948, trabalhando na revista O Cruzeiro. Mais tarde, participou ativamente do movimento Cinema Novo, colaborando com grandes nomes do cinema nacional, como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos. Sua trajetória ajudou a transformar o audiovisual brasileiro em um período marcado pela resistência cultural e pela busca de uma identidade própria para o cinema nacional.
Ao lado da esposa, Lucy Barreto, fundou a LC Barreto Produções, responsável por clássicos como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Bye Bye Brasil”, “O Que É Isso, Companheiro?”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, “Lula, o Filho do Brasil” e “Última Parada 174”, entre outras produções que marcaram diferentes gerações.
Além da produção cinematográfica, Barretão também atuou como diretor de fotografia em obras históricas como “Vidas Secas” (1963) e “Terra em Transe” (1967), consolidando sua importância para o desenvolvimento do cinema brasileiro e para a projeção internacional das produções nacionais.
O velório será realizado nesta quinta-feira (23), no Palácio da Cidade, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju. A morte de Luiz Carlos Barreto mobilizou autoridades, artistas e profissionais do audiovisual, que prestaram homenagens ao produtor e destacaram sua contribuição para a cultura brasileira.
🖋️ Edição: Ceilândia em Alerta
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



