Representantes de Líbano e Israel retomaram nesta terça-feira (4), em Roma, na Itália, a sétima rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos com o objetivo de avançar na implementação do acordo de segurança firmado no fim de junho. As conversas buscam viabilizar a retirada gradual das tropas israelenses do sul do território libanês e a transferência progressiva dessas áreas para o controle do Exército do Líbano. As informações são do Metrópoles.
Segundo a reportagem, um dos principais objetivos da reunião é ampliar as chamadas “zonas-piloto”, regiões que deixam de ser ocupadas por forças israelenses para serem administradas pelas tropas libanesas, dentro de um cronograma acompanhado pela mediação norte-americana.
O embaixador dos Estados Unidos em Beirute, Michel Issa, afirmou que o processo deve ocorrer de forma gradual para evitar riscos à população civil antes da consolidação das garantias de segurança previstas no acordo.
Apesar da redução da intensidade dos confrontos desde a assinatura do entendimento preliminar, as autoridades libanesas continuam denunciando ataques e incursões esporádicas das forças israelenses no sul do país. Oficialmente, Líbano e Israel permanecem em estado de guerra, o que mantém elevado o grau de complexidade das negociações.
A primeira etapa do acordo foi colocada em prática em 21 de julho, quando o Exército libanês assumiu o controle da localidade de Zawtar al-Gharbiya, considerada a primeira área-piloto estabelecida pela mediação internacional. A medida permitiu o retorno de centenas de moradores deslocados pelos confrontos.
Um dos principais entraves para a implementação integral do acordo continua sendo o desarmamento do Hezbollah. Em pronunciamento televisionado, o líder do grupo, Naïm Kassem, rejeitou as negociações com Israel, classificando o diálogo como sinônimo de “vergonha e concessões”, e afirmou que a organização não entregará seu arsenal militar.
Kassem também criticou o presidente do Líbano, Joseph Aoun, acusando-o de abandonar a neutralidade institucional e aprofundar divisões internas no país. A resistência do Hezbollah, apoiado pelo Irã, é apontada como um dos principais fatores de instabilidade para a consolidação do cessar-fogo e da retirada gradual das tropas israelenses do sul do Líbano.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



