Ceilândia em Alerta — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre nesta terça-feira (22) o Debate Geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A agenda prevê que o chefe do Executivo brasileiro apresente posições sobre multilateralismo, soberania, conflitos internacionais e reforma da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Debate Geral reunirá representantes dos 193 Estados-membros entre 22 e 28 de setembro. O tema desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
Desde 1955, o Brasil ocupa tradicionalmente a primeira posição na sequência de discursos do Debate Geral. Depois de Lula, será a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falar aos representantes dos países-membros.
Reforma do Conselho de Segurança
Um dos principais assuntos da agenda brasileira será a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O governo defende uma ampliação da representação de países e regiões que atualmente não possuem assento permanente no órgão.
O Conselho de Segurança é formado por 15 integrantes. Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido ocupam os cinco assentos permanentes e têm poder de veto.
A reivindicação brasileira por mudanças na estrutura do órgão é antiga. Em abril, Lula participou de uma iniciativa internacional que voltou a defender a reforma da ONU, incluindo mudanças no Conselho de Segurança.
O Brasil também integra o G4, grupo formado por Brasil, Alemanha, Índia e Japão, que defende a ampliação do Conselho e reivindica assentos permanentes para os quatro países em uma eventual reforma.
Soberania e conflitos internacionais
Outro eixo previsto para a atuação brasileira é a defesa da soberania dos Estados e do respeito ao direito internacional.
A posição brasileira tem sido apresentada por Lula em diferentes agendas internacionais. Em junho, durante preparação para a participação no G7, o presidente defendeu o fortalecimento das instituições multilaterais e criticou medidas unilaterais adotadas por grandes potências.
Na Assembleia Geral, a expectativa é que o governo brasileiro também destaque a necessidade de negociação diplomática para a solução de conflitos e a proteção da população civil em áreas de guerra.
A programação da ONU prevê a participação de chefes de Estado e de governo durante o Debate Geral, que ocorre entre 22 e 26 de setembro e em 28 de setembro.
Brasil defende maior representação internacional
A defesa de mudanças na governança global também aparece em discursos anteriores de Lula. Em 2024, durante a Assembleia Geral, o presidente afirmou que o Conselho de Segurança precisava de maior representação, especialmente de países da África e da América Latina e Caribe.
Em outra agenda internacional realizada neste ano, Lula voltou a abordar a estrutura do organismo e defendeu a participação de países emergentes. A discussão também esteve presente durante a visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos, em maio, quando ele voltou a cobrar a reforma do Conselho de Segurança.
Agenda de Lula em Nova York
Além do discurso na Assembleia Geral, Lula terá compromissos bilaterais e reuniões relacionadas à agenda internacional. A programação brasileira inclui discussões sobre paz, desenvolvimento, segurança alimentar e cooperação entre países.
Entre os temas que deverão receber atenção durante a Semana de Alto Nível estão a situação humanitária em áreas de conflito, a questão palestina, desenvolvimento sustentável e redução das desigualdades.
A Assembleia Geral é o principal órgão deliberativo da ONU e reúne os 193 Estados-membros, que possuem direito a um voto cada. Entre suas atribuições estão a aprovação do orçamento da organização e a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança.
A programação oficial da ONU inclui ainda reuniões de alto nível sobre desenvolvimento, clima, elevação do nível do mar, prevenção de pandemias e outros temas ao longo da semana.
Histórico de Lula na ONU
Esta não será a primeira participação de Lula na abertura da Assembleia Geral. O presidente brasileiro já utilizou o espaço em diferentes momentos para defender mudanças na governança internacional e ampliar a participação de países em desenvolvimento nas decisões globais.
Em 2023, por exemplo, Lula afirmou na ONU que o multilateralismo estava sendo corroído e defendeu uma reforma da governança internacional.
Em 2026, a Assembleia Geral volta a reunir os líderes mundiais em Nova York sob o tema “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação”. A ONU informa que o Debate Geral será realizado de 22 a 28 de setembro, com a participação de chefes de Estado, de governo e representantes dos países-membros.
Fonte: Brasil 247



