Delator afirma que recursos destinados ao filme sobre Bolsonaro foram enviados a aliados de Eduardo nos EUA

Ceilândia em Alerta — Dezenas de milhões de dólares que teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, teriam sido direcionados a uma estrutura financeira nos Estados Unidos ligada a um advogado próximo do deputado Eduardo Bolsonaro. As informações constam da delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Vorcaro.

Flávio teria pedido US$ 24 milhões

Segundo o relato apresentado pelo delator às autoridades, Flávio Bolsonaro teria solicitado US$ 24 milhões a Vorcaro para financiar a produção cinematográfica.

Documentos e conversas entregues durante a colaboração indicariam que pelo menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente transferidos. Os recursos teriam passado pelo fundo Havengate, sediado no Texas.

Freixo Júnior afirmou que o dinheiro tinha origem em recursos de Vorcaro e que sua função teria sido executar as operações determinadas pelo banqueiro.

O operador, entretanto, declarou não saber qual teria sido a destinação final dos valores depois que chegaram aos Estados Unidos.

Recursos teriam passado pelas Bahamas

De acordo com os documentos apresentados pelo delator, o dinheiro teria seguido um percurso internacional antes de chegar ao Texas.

Os recursos teriam saído da Entrepay, passado por estruturas nas Bahamas e, posteriormente, sido enviados para o fundo Havengate, nos Estados Unidos.

Registros de transferências internacionais e operações de câmbio teriam sido entregues às autoridades. A movimentação é investigada diante da possibilidade de irregularidades, incluindo eventual evasão de divisas.

A Polícia Federal abriu investigação para identificar a origem, o caminho percorrido e o destino efetivo dos recursos.

Investigação apura possível relação com Eduardo Bolsonaro

Uma das linhas investigativas busca esclarecer se parte do dinheiro teria sido utilizada para bancar despesas relacionadas à permanência e às atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Os investigadores também deverão identificar quem foram os beneficiários finais das transferências e qual seria a relação entre os pagamentos e a produção de Dark Horse.

Até o momento, porém, as informações apresentadas pelo colaborador ainda precisam ser confirmadas por outras provas.

Delação ainda depende de homologação

Antônio Carlos Freixo Júnior firmou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. O acordo ainda depende de homologação pelo Supremo Tribunal Federal.

Em seu depoimento, o operador procura delimitar sua participação nas transações. Ele afirma que apenas cumpria determinações de Daniel Vorcaro e que apresentou documentos relacionados às transferências.

Freixo Júnior sustenta não ter conhecimento sobre a destinação final do dinheiro após os recursos chegarem aos Estados Unidos.

A delação, por si só, não é suficiente para comprovar as acusações. As informações fornecidas pelo colaborador precisam ser confrontadas com documentos, registros financeiros e outros elementos independentes de prova.

Financiamento do filme também é investigado

Outro ponto sob análise é a prestação de contas referente ao financiamento de Dark Horse.

Segundo as informações apresentadas na reportagem, uma perícia realizada sobre a produtora responsável pelo filme não teria confirmado a prestação de contas que havia sido prometida por Flávio Bolsonaro em relação aos recursos utilizados na produção.

A investigação deverá esclarecer quanto dinheiro foi efetivamente transferido, quem recebeu os valores, como eles foram registrados contabilmente e se houve relação direta entre as operações financeiras e o financiamento do longa-metragem.

PF tenta reconstruir caminho do dinheiro

As informações da delação acrescentam uma nova frente às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Agora, além de identificar a origem dos recursos, as autoridades procuram reconstruir o percurso internacional do dinheiro, verificar a legalidade das operações de câmbio e remessas e identificar seus possíveis beneficiários finais nos Estados Unidos.

Os fatos permanecem sob investigação e as acusações mencionadas na delação ainda dependem de confirmação por outras provas.

Fonte: Brasil 247.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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