Ceilândia em Alerta — O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou ao cargo na terça-feira (3/11), seis dias após uma colisão entre trens de alta velocidade que deixou pelo menos 69 mortos no país. O episódio reacendeu o debate sobre a segurança do transporte ferroviário, tema que também envolve ocorrências registradas no Brasil, como a colisão entre um ônibus e um trem de carga no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Brasília.
O anúncio da renúncia foi feito durante uma sessão no Congresso espanhol. “Um ministro dos Transportes num país como a Espanha não pode permanecer no cargo depois de dois acidentes desta gravidade em menos de um ano”, declarou Puente.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, agradeceu o trabalho do ministro e elogiou sua decisão. “Óscar Puente deu a cara, deu soluções e, depois, deu um passo para o lado. Por dignidade. Por vontade própria. Por respeito às vítimas e ao projeto progressista”, afirmou.
A colisão ocorreu em um trecho da linha de alta velocidade que liga Madri à região da Andaluzia. De acordo com informações dos serviços de emergência, dois vagões de uma composição da empresa Iryo descarrilaram e caíram de um aterro após serem atingidos por um trem da estatal Renfe.
Ao todo, 69 pessoas morreram e várias ficaram feridas. As primeiras informações indicam que uma possível falha no sistema de sinalização pode ter antecedido a colisão. O equipamento de segurança ferroviária auxilia no controle da circulação e impede o avanço dos trens quando há obstáculos ou condições consideradas inseguras na via.
A investigação da tragédia ficará sob responsabilidade da comarca judicial sediada em Orgaz, na província de Toledo.
Em janeiro, a Espanha já havia registrado outro grave acidente ferroviário. Na ocasião, 46 pessoas morreram em uma ocorrência na região de Córdova.
Fonte: Metrópoles



