Emplacamentos de veículos cresceram 8,32% em relação a setembro de 2025; resultado inclui automóveis, comerciais leves, ônibus, caminhões, motocicletas e implementos rodoviários.
Ceilândia em Alerta – O mercado automotivo brasileiro registrou 509.686 unidades emplacadas em setembro, o maior resultado já alcançado para o mês. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de veículos cresceram 8,32% na comparação com setembro de 2025 e avançaram 1,15% em relação a agosto deste ano.
O levantamento considera automóveis, comerciais leves — como picapes e furgões —, ônibus, caminhões, motocicletas e implementos rodoviários, entre eles reboques e carrocerias.
O desempenho de setembro também ampliou o crescimento acumulado em 2026. Entre janeiro e setembro, foram registrados mais de 4,2 milhões de emplacamentos, resultado 14,41% superior ao observado no mesmo período do ano passado.
Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, a procura por veículos novos permanece aquecida mesmo diante de um cenário considerado complexo para o crédito. A entidade aponta ainda a concorrência entre as fabricantes e programas de incentivo como fatores que contribuíram para o desempenho do setor.
Emplacamentos de veículos avançam entre carros e ônibus
Os emplacamentos de veículos apresentaram comportamentos diferentes de acordo com cada segmento. Automóveis e comerciais leves tiveram crescimento de 2,13% em relação a agosto e de 16,16% na comparação com setembro de 2025.
O segmento de ônibus registrou uma das maiores altas do período. O número de unidades emplacadas avançou 12,09% sobre agosto e 18,43% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Segundo a Fenabrave, programas como Move Brasil e Carro Sustentável contribuíram para o desempenho de alguns segmentos. A entidade também destaca que promoções e a concorrência entre marcas continuam influenciando as decisões dos consumidores.
Entre os caminhões, o crescimento foi de 2,51% na comparação mensal e de 2,65% em relação a setembro de 2025. Apesar da recuperação registrada no mês, o segmento ainda acumula queda de 3,89% em 2026.
De acordo com a federação, o custo do financiamento continua exercendo forte influência sobre os veículos pesados, que geralmente representam investimentos diretamente relacionados à atividade econômica das empresas.
Motocicletas ficam próximas da estabilidade
As motocicletas apresentaram resultado diferente dos demais segmentos. Houve queda de 0,09% em relação a agosto e de 0,41% na comparação com setembro do ano passado.
A Fenabrave considera que esses números representam uma situação próxima da estabilidade.
Mesmo com as diferenças entre os segmentos, a entidade manteve sua projeção positiva para o mercado brasileiro em 2026. A expectativa é que os emplacamentos apresentem crescimento de aproximadamente 8,6% no fechamento do ano, superando 5,3 milhões de unidades comercializadas.
O desempenho dos próximos meses poderá levar a novas revisões das estimativas. A evolução do crédito, o custo dos financiamentos, os programas de incentivo e a demanda dos consumidores estão entre os fatores acompanhados pelo setor para avaliar o comportamento do mercado até dezembro.
🔍 Fontes: Agência Brasil; Fenabrave.



