Rivas Alves, de 56 anos, teve a morte anunciada neste domingo (5/7). Artista e fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia, ele enfrentava um câncer e deixa legado na cultura hip-hop do Distrito Federal
Pouco mais de três anos depois da morte de Jefferson da Silva Alves, mais conhecido como DJ Jamaika, o irmão dele, Rivas Alves, 56, morreu neste domingo (5/7). Ele tinha câncer. O anúncio da morte foi feito no perfil do Instagram do artista, fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia.
Os gestores da página informaram aos internautas sobre o quadro de saúde do rapper. O último boletim foi divulgado há uma semana, em 22 de junho. O informativo trazia a notícia de que a pneumonia estava tratada, mas a atenção se voltava à nova fase do tratamento contra o câncer. “Após a realização dos exames e biópsias, foi confirmado o diagnóstico de câncer. A partir da semana que vem, o Rivas iniciará o tratamento de quimioterapia, acompanhado de perto por sua equipe médica.”
Neste domingo, porém, saiu a triste notícia do falecimento de Rivas. “Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas! Rivas deixa um legado que vai além de sua arte e deixa lembranças, inspiração e a certeza de que seu legado continuará vivo no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar sua trajetória”, publicou a página.
Morte do irmão
Rivas é irmão do DJ Jamaika, que morreu em 23 de março de 2023, aos 55 anos, e foi um dos maiores cantores de rap do Distrito Federal e da música nacional. O cantor, que ficou conhecido por ter participado “na linha de frente” do grupo Câmbio Negro, começou sua carreira com o aclamado grupo de rap e depois montou, com seu irmão, Kabala, o grupo – também de rap – Alibi.
Logo depois tornou-se evangélico e recomeçou a carreira cantando e compondo no segmento de hip-hop cristão. “Dj Jamaika foi um dos mais importantes artistas do rap brasileiro. Ele foi um dos precursores do então chamado “Estilo Rap do DF”.



