Ceilândia em Alerta — A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou uma “força-tarefa digital” para atuar nas redes sociais durante o segundo turno das eleições. A iniciativa, segundo informações da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, reúne jovens deputados de esquerda recém-eleitos e tem como objetivo reorganizar a comunicação da campanha diante das críticas à estratégia adotada na primeira etapa da disputa.
A decisão teria sido tomada em uma reunião no Palácio do Planalto. A proposta é concentrar a coordenação das diferentes frentes que produzem conteúdo para as plataformas digitais e estabelecer uma estratégia mais integrada para a reta final da eleição.
No primeiro turno, a comunicação digital de Lula estava dividida entre diferentes grupos. Um deles era coordenado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira; outro estava ligado ao PT, sob responsabilidade de Nicole Briones; havia ainda uma frente comandada pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e outra relacionada à primeira-dama Janja.
Campanha avalia falhas na comunicação digital
Segundo a reportagem de Malu Gaspar, Lula teria reconhecido internamente que a campanha poderia ter utilizado de maneira mais intensa as plataformas digitais no primeiro turno.
Entre os pontos avaliados estaria a pouca utilização de vídeos em formato selfie e de conteúdos produzidos diretamente pelo presidente para os canais digitais.
A nova estrutura pretende reduzir a dispersão entre os diferentes grupos e criar uma linha de comunicação mais uniforme para o segundo turno.
A presença de parlamentares jovens de esquerda também busca ampliar a capacidade de produção e circulação de conteúdos nas redes, especialmente entre públicos que acompanham a disputa eleitoral predominantemente pelo ambiente digital.
Estratégia muda no confronto com Flávio
A reorganização ocorre com a definição de Flávio Bolsonaro (PL) como adversário de Lula no segundo turno.
Além da atuação nas redes sociais, estrategistas da campanha recomendam que o presidente participe de todos os debates previstos e amplie a agenda de entrevistas à imprensa tradicional.
Outra orientação é concentrar a comunicação em propostas para o próximo mandato, evitando que a campanha fique restrita à apresentação de resultados do governo atual.
A equipe também avalia a necessidade de aumentar os ataques políticos à imagem de Flávio Bolsonaro, em uma tentativa de ampliar a disputa entre os dois projetos eleitorais.
Redes sociais ganham peso na reta final
A nova estratégia coloca o ambiente digital no centro da comunicação do segundo turno. A campanha pretende combinar a produção coordenada de conteúdos com a presença de Lula em debates, entrevistas e atividades presenciais.
A mudança ocorre em uma eleição marcada pela disputa intensa nas plataformas digitais e pela tentativa das campanhas de alcançar eleitores que não foram mobilizados no primeiro turno.
A campanha eleitoral de 2026 entra, assim, em uma nova fase, na qual Lula e Flávio Bolsonaro terão de ampliar suas estratégias para conquistar os votos dos eleitores que escolheram outros candidatos ou não compareceram às urnas.
Fonte: Brasil 247



