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Governo pede bloqueio de 13,2 mil sites de apostas ilegais

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Ceilândia em Alerta — O governo federal informou que já solicitou o bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas desde 25 de setembro, quando entrou em vigor a proibição das plataformas que não estavam autorizadas a operar no país. A ofensiva contra as bets ilegais também inclui pedidos para retirar páginas, perfis, canais e grupos relacionados às apostas em redes sociais.

Segundo o Ministério da Fazenda, as medidas foram tomadas durante a operação de encerramento das plataformas irregulares. O governo também informou que, no período, foram solicitadas remoções de conteúdos relacionados às apostas ilegais em diferentes serviços digitais.

No primeiro dia após o encerramento oficial das plataformas autorizadas, R$ 1,325 bilhão ainda aguardava devolução a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a redução das apostas ilegais representa uma mudança no fluxo de recursos das famílias. Segundo ele, o governo havia identificado anteriormente uma saída diária de aproximadamente R$ 600 milhões a R$ 650 milhões da poupança popular para as plataformas de apostas.

Mais de 13 mil sites foram bloqueados

Dos 188 sites de apostas que tinham autorização para operar no Brasil até segunda-feira (5), apenas um permanecia em funcionamento na terça-feira. O Ministério da Fazenda informou que também solicitou o bloqueio dessa plataforma.

Desde o início da proibição, a média chegou a aproximadamente 1.103 pedidos de bloqueio por dia.

Além dos sites, o governo solicitou a retirada de conteúdos relacionados às apostas online em diferentes plataformas digitais. Foram 974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 900 canais e grupos no Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o conjunto de páginas, perfis, canais, grupos e servidores alcançava mais de 17 milhões de usuários.

Apostadores ainda aguardam devolução

O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente os recursos mantidos nas plataformas terminou às 23h59 de segunda-feira (5). A partir de agora, as empresas devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada usuário, identificados pelo CPF, além dos dados das contas bancárias utilizadas nos depósitos.

Os valores ainda pendentes de devolução incluem:

  • R$ 1,325 bilhão em saldos remanescentes;
  • 26,5 milhões de apostadores com algum valor nas plataformas;
  • 86,2 milhões de contas com saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99;
  • R$ 15,5 milhões somados nas contas com menos de R$ 1.

O número de contas é superior ao de apostadores porque uma mesma pessoa pode possuir cadastro em diferentes plataformas.

Maior parte do dinheiro está concentrada

Apesar da quantidade elevada de contas, a maior parte dos recursos que ainda precisam ser devolvidos está concentrada em uma parcela pequena dos usuários.

Segundo Dario Durigan, aproximadamente 1% dos apostadores, cerca de 200 mil pessoas, concentra 80% do saldo pendente de devolução. Já 3,4% dos apostadores concentram aproximadamente 90% dos recursos.

O ministro afirmou que a concentração ocorre porque a maioria dos usuários possui valores relativamente baixos nas plataformas.

Governo vai investigar contas de alto valor

Além da devolução dos recursos, o governo pretende analisar contas que apresentam valores considerados elevados. Segundo Durigan, cerca de 40 contas possuem saldos superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão.

A apuração deverá verificar a possibilidade de ocorrência de lavagem de dinheiro e eventuais relações com organizações criminosas.

As investigações ocorrem paralelamente ao processo de devolução dos valores aos usuários e às medidas de bloqueio de sites de apostas considerados ilegais.

O governo também mantém o processo de encerramento das plataformas que deixaram de ter autorização para funcionar no país, enquanto as instituições financeiras seguem responsáveis pelas etapas relacionadas à devolução dos saldos aos apostadores.

Fonte: Agência Brasil

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