Líder no ranking brasileiro, DF também registra alto índice de desigualdade. Renda do brasiliense é duas vezes maior que a média nacional
O Distrito Federal lidera o ranking da maior renda por pessoa do país. O brasiliense tem rendimentos de R$ 4.401 por mês, praticamente o dobro da média nacional, de R$ 2.264.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de Rendimento de todas as fontes 2025 que foi divulgada nesta sexta-feira (8/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em segundo lugar no ranking aparece São Paulo (R$ 2.862), seguido por Rio Grande do Sul (R$ 2.772) e Santa Catarina (R$ 2.752).
Renda três vezes maior que MA
De acordo com a pesquisa, as regiões Nordeste e Norte apresentaram os menores valores de rendimento médio domiciliar por pessoa, R$ 1. 470 e R$ 1. 558, respectivamente. Em comparação com o Maranhão, por exemplo, o DF tem renda três vezes maior. O estado maranhense registra o menor rendimento médio por pessoa, de R$ 2.043.
Apesar dos números altos, o DF segue com a maior desigualdade de renda per capita do país em 2025. O índice de Gini que calcula desigualdade dessa renda chegou a 0,570.
A pesquisa mostra que, em média, os 10% da população do DF com maiores rendimentos per capita recebiam 19,7 vezes o rendimento dos 40% com os menores ganhos. Para 1% dos brasilienses o com maiores ganhos per capita (R$ 43.048), o aumento na renda foi de 48,9% na comparação com 2024.
Recorde na série histórica
O rendimento médio mensal real domiciliar per capita cresceu 6,9% em 2025. Com isto, o valor atingiu o máximo da série histórica: R$ 2.264. O contingente de pessoas que têm rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos corresponde a 52,2% da população residente, maior percentual registrado da série histórica iniciada em 2012.
O rendimento médio mensal, habitualmente recebido em todos os trabalhos, chegou a R$ 6.320, maior valor da série histórica. Em relação ao recorte de gênero, o rendimento médio dos homens do DF é 25,5% superior quando comparado ao das mulheres.
A pesquisa mostrou também que a participação dos programas sociais na renda do DF caiu de 1,7% para 1,2%, entre 2024 e 2025.
Recorde de renda no Brasil
De acordo com a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar por pessoa no país cresceu 6,9% em 2025. O valor atingiu o máximo da série histórica chegando a R$ 2.264.
“Entre 2019 e 2025, a elevação foi de 18,9%, ao passo que frente a 2012, ano inicial da pesquisa, o crescimento acumulado foi de 27,0%”, destaca a pesquisa do IBGE.
O levantamento do IBGE também mostrou que a parcela da população brasileira que recebe rendimento proveniente do trabalho bateu recorde em 2025. Isto significa que 47,8% dos habitantes tinham renda decorrente do próprio suor, o equivalente a 101,6 milhões. A população estimada considerada foi de 212,7 milhões.
As fontes de renda mais comuns são:
- trabalho (47,8%)
- aposentadoria e pensão (13,8%)
- programas sociais do governo (9,1%)
- pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (2,3%)
- aluguel e arrendamento (1,9%)
- outros rendimentos (1,9%)
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