“É dar muita moral para um inelegível em fim de carreira”, diz Alex Solnik

É um erro enquadrar a campanha do segundo turno em São Paulo como uma batalha Lula versus Bolsonaro.
É dar muita moral para um inelegível em fim de carreira chamá-lo para o palco eleitoral.
Nunca mais vai haver Lula versus Bolsonaro. Porque um está inelegível até 2030 (por ora) e outro não poderá concorrer em 2030. Essa polarização acabou.
Depois, uma campanha municipal nunca é nacional. Não está em jogo o destino de uma nação e sim de uma cidade.
Kassab é o rei dos municípios, mas não tem poder nacional.
Lula é o maior líder nacional, mas não tem o poder municipal de Kassab.
A influência do presidente da República é pequena na eleição municipal. Ele está na capital federal. Quem influencia mais é o governador, que mora na capital do estado, participa do dia a dia.
Além disso, como polarizar com um candidato do MDB, o partido que combateu a ditadura, apoiado por onze partidos do centro à direita, vários deles integrantes do governo Lula?
A polarização tem apenas dois pólos.
A outra questão é que quem propõe a polarização já se coloca num dos extremos, o que não atrai o eleitor municipal.
E tem mais.
Combater Nunes é combater Bolsonaro? Dá para dizer que Nunes é um bolsonarista raiz? Dá para dizer que sua reeleição será uma vitória de Bolsonaro?
Bolsonaro indicou o vice, mas não deu as caras na campanha. Zero. Fez live com seu vice, não com Nunes. Como então polarizar com um oponente imaginário? O padrinho de Nunes é o governador Tarcísio de Freitas, a polarização seria Lula versus Tarcísio.
E interessa ao presidente da República polarizar com o governador do maior estado do país?
A polarização está com os dias contados. O maior exemplo foi a reeleição de Eduardo Paes, no Rio, apoiada por doze partidos, da direita, do centro e da esquerda.
Essa é a foto do Brasil depois de 2030.
Com informações do Brasil 247
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