A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu que o candidato à Presidência da República deverá participar, no primeiro turno, apenas dos debates eleitorais que também contarem com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia busca evitar que o senador se torne alvo dos demais candidatos da direita e concentrar os confrontos na disputa direta com o atual chefe do Executivo, segundo informações da Folha de S.Paulo.
A decisão foi tomada pela equipe de campanha de Flávio com o objetivo de preservar o candidato de possíveis ataques de outros postulantes do campo conservador, o que poderia dificultar a construção de alianças e apoios para um eventual segundo turno.
“Vamos fazer todos os debates que o Lula participar. Ele só irá com o Lula. Com todo respeito aos outros candidatos”, afirmou o coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).
A estratégia também considera a possibilidade de um eventual segundo turno. Nesse caso, Flávio deverá participar de todos os debates, numa tentativa de pressionar Lula a comparecer aos encontros entre os dois candidatos.
Lula também deve evitar debates
No campo petista, a estratégia é semelhante. Integrantes da campanha de Lula afirmam que o presidente deverá participar de poucos debates durante o primeiro turno. Até o momento, a exceção prevista é o debate promovido pela TV Globo, marcado para 1º de outubro, último encontro previsto antes da votação.
Lula e Flávio também devem participar das sabatinas individuais promovidas pela Globo, que começam na próxima semana e serão exibidas em formato de programa próprio associado ao Jornal Nacional.
A campanha de Lula avalia que o presidente poderia se tornar o principal alvo dos demais candidatos da direita nos debates, não apenas por sua posição política, mas também por estar à frente do governo federal.
Debate da Band
A decisão de Lula de não participar do debate da TV Bandeirantes, marcado para domingo (23), também levou em consideração o número de candidatos convidados pela emissora.
A Band utilizou critérios de relevância política para ampliar a participação, além do número mínimo de parlamentares exigido pela legislação eleitoral. Com isso, candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) foram convidados.
Pelas regras eleitorais, as emissoras devem convidar candidatos cujos partidos tenham elegido pelo menos cinco parlamentares para o Congresso Nacional nas últimas eleições gerais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma tabela com as legendas que têm direito garantido à participação nos debates. O Novo e o Missão não aparecem entre elas.
O Novo elegeu três deputados federais nas últimas eleições, embora atualmente conte com cinco deputados e um senador. Já o Missão, criado recentemente, possui um representante na Câmara dos Deputados.
A TV Bandeirantes informou que adotou o critério de relevância política para ampliar os convites. A decisão, porém, não atende aos interesses das duas campanhas que lideram as pesquisas presidenciais.
Candidatos do campo antipetista, como Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado (PSD), pretendem concentrar seus ataques no governo federal. Com a ausência de Lula, Flávio também não estará no estúdio para dividir com o presidente a atenção dos adversários.
Preparação para os debates
Apesar da decisão de restringir sua participação aos debates com Lula, Flávio Bolsonaro continua se preparando para os encontros em que deverá comparecer e para a sabatina do Jornal Nacional.
A ordem das entrevistas individuais realizadas pela Globo foi definida por sorteio.
A estratégia das duas campanhas ocorre em meio a uma disputa acirrada nas pesquisas eleitorais. Levantamento da Quaest divulgado em 14 de agosto aponta Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 31%.
Em um eventual segundo turno entre os dois, a pesquisa aponta empate técnico: Lula teria 43% das intenções de voto, contra 40% de Flávio Bolsonaro.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



