Não dá para vender um monopólio estratégico como a Petrobras. O controle e a palavra final têm que ser do governo, porque é uma empresa muito estratégica para o Brasil”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao defender que a estatal permaneça sob controle público. A declaração foi feita em entrevista concedida ao canal Quinto Elemento, no YouTube, na qual o parlamentar apresentou sua visão sobre economia, energia, reindustrialização e soberania nacional.
Ao longo da entrevista, Flávio Bolsonaro sustentou que a Petrobras não deve ser vista apenas sob a lógica do lucro financeiro, mas como um instrumento estratégico do Estado brasileiro. Segundo ele, a estatal precisa ser bem administrada, gerar superávit e, ao mesmo tempo, cumprir uma função social, especialmente em momentos de crise.
Petrobras como instrumento de soberania e política pública
Flávio argumentou que a venda do controle da Petrobras colocaria o Brasil em posição de vulnerabilidade internacional. Para ele, energia é um ativo central na disputa geopolítica contemporânea, e abrir mão da estatal significaria transferir poder estratégico a fundos estrangeiros ou a grandes potências.
Flávio: “Você não pode simplesmente vender uma empresa que tem um monopólio estratégico. Quem comprar vai controlar algo fundamental para o Brasil e para o mundo. A decisão final precisa continuar sendo do governo.”
O senador também rejeitou uma visão “ideológica” de privatização irrestrita. Segundo ele, antes de qualquer venda de ativos, seria necessário ampliar a concorrência e avaliar caso a caso. No caso da Petrobras, defendeu que o Estado mantenha o comando justamente para poder agir em situações excepcionais, como crises internacionais de energia ou choques de preços.
Energia barata como base da reindustrialização
Na entrevista ao Quinto Elemento, Flávio Bolsonaro afirmou que a reindustrialização do Brasil passa necessariamente por energia barata e abundante. Ele criticou o que chamou de “amarras ambientais” e “insegurança jurídica” que, segundo sua avaliação, impedem investimentos em infraestrutura energética e afastam empresas do país.
Flávio: “Não tem nenhuma dúvida, o caminho para reindustrializar o Brasil é energia barata. Sem isso, a gente não compete.”
O senador citou exemplos como data centers, inteligência artificial e novas cadeias industriais intensivas em energia, afirmando que países como o Paraguai estariam atraindo empresas justamente por oferecerem custos menores e regras mais estáveis.
Margem Equatorial e licenciamento ambiental
Outro ponto central da entrevista foi a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial. Flávio Bolsonaro disse que o Brasil estaria perdendo oportunidades por excesso de burocracia e por decisões que, segundo ele, extrapolariam critérios técnicos. Ele defendeu a exploração com “sustentabilidade” e criticou o IBAMA, afirmando que o órgão estaria dominado por visões ideológicas.
Flávio: “Essa riqueza que está lá embaixo do mar não vale nada enquanto não for transformada em desenvolvimento, emprego e arrecadação para o Brasil.”
Para o senador, o país já possui tecnologia suficiente para minimizar riscos ambientais e não deveria aceitar imposições externas que limitem seu desenvolvimento energético.
Com informações do Brasil247
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