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Trump diz que show de Bad Bunny no Super Bowl foi “absolutamente terrível”

Presidente dos EUA ataca apresentação do cantor porto-riquenho no intervalo do Super Bowl LX e associa espetáculo a uma “afronta” à grandeza americana

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou publicamente o show do intervalo do Super Bowl LX, liderado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, classificando a apresentação como “absolutamente terrível”. A crítica foi feita em uma postagem nas redes sociais logo após o encerramento do espetáculo, realizado no domingo, em Santa Clara, na Califórnia.

A informação foi divulgada pela agência Reuters, que relatou o conteúdo da publicação de Trump na rede Truth Social e contextualizou o embate político entre o presidente e o artista, conhecido por suas críticas às políticas de deportação do governo norte-americano.

Ataque de Trump após o fim do show do intervalo

Segundo a Reuters, Trump publicou a crítica logo após o término da apresentação do intervalo. Em sua postagem, o presidente escreveu: “O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência.”

A declaração reforça uma linha de ataques que Trump já vinha adotando nas semanas anteriores ao evento, quando também criticou a escolha de Bad Bunny como atração principal do show do intervalo.

Bad Bunny leva espanhol e reggaeton ao maior evento esportivo dos EUA

Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, foi o destaque do show do intervalo do Super Bowl LX, levando ao palco ritmos de reggaeton e a língua espanhola em um dos eventos esportivos de maior audiência dos Estados Unidos. A apresentação marcou a presença explícita da cultura latina no espetáculo anual do futebol americano.

A escolha do artista, no entanto, ocorreu em meio a um ambiente político polarizado, especialmente em razão das posições públicas de Bad Bunny contra as políticas de imigração e deportação defendidas por Trump.

Histórico de conflito político entre Trump e o cantor

De acordo com a Reuters, Bad Bunny tem sido abertamente crítico das políticas de deportação do governo Trump e declarou apoio a Kamala Harris na eleição presidencial de 2024. Esse posicionamento político ajudou a intensificar o embate entre o artista e o presidente.

Semanas antes do Super Bowl, Trump já havia reagido à escolha de Bad Bunny para o show do intervalo, afirmando que a decisão era “absolutamente ridícula”. No domingo, após a apresentação, o presidente retomou os ataques ao cantor porto-riquenho.

Reconhecimento internacional e Grammy

A Reuters destacou que Bad Bunny, de 31 anos, vive um momento de grande reconhecimento internacional. Seu álbum “Debí Tirar Más Fotos” venceu o prêmio de Álbum do Ano no Grammy deste ano, consolidando o artista como um dos principais nomes da música global contemporânea.

O contraste entre o prestígio internacional do cantor e a reação hostil do presidente norte-americano evidenciou o caráter político do ataque, indo além de uma simples avaliação artística do espetáculo.

Show alternativo conservador como resposta ao halftime show

Paralelamente ao show oficial do Super Bowl, a Reuters informou que o grupo conservador Turning Point USA produziu um evento alternativo, chamado “Show do intervalo totalmente americano”. A apresentação contou com artistas como Kid Rock e foi divulgada como uma alternativa ideológica ao espetáculo liderado por Bad Bunny.

Segundo a agência, o Turning Point USA foi fundado pelo ativista conservador Charlie Kirk, aliado de Trump, descrito no texto como morto. O evento foi promovido por diversas figuras alinhadas ao presidente.

Autoridades divulgam evento alternativo nas redes

A Reuters relatou que o show alternativo foi divulgado na rede X por aliados de Trump, incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Ele compartilhou uma postagem do Turning Point USA acompanhada da legenda: “A família Hegseth está assistindo.”

A mensagem foi interpretada como um gesto simbólico de apoio ao espetáculo conservador, em contraposição direta ao show oficial do intervalo do Super Bowl.

O jogo e o contexto esportivo

No intervalo da partida, o Seattle Seahawks vencia o New England Patriots por 9 a 0, segundo a Reuters. Apesar do andamento do jogo, o debate público acabou sendo dominado pela controvérsia política e cultural envolvendo o show do intervalo e a reação do presidente.

Cultura, imigração e guerra simbólica

O episódio ilustra como o Super Bowl se transformou também em um palco de disputas simbólicas nos Estados Unidos. Ao afirmar que o show de Bad Bunny seria uma “afronta à grandeza da América”, Trump associou diretamente a apresentação artística a um debate mais amplo sobre identidade nacional, imigração e valores culturais.

A presença de um artista porto-riquenho cantando majoritariamente em espanhol no maior evento esportivo do país evidenciou, por outro lado, a força da cultura latina na sociedade norte-americana contemporânea — e o incômodo que essa visibilidade provoca em setores conservadores alinhados ao presidente.

Repercussão política do ataque presidencial

Ao retomar o ataque em uma rede social, Trump reforçou a estratégia de mobilizar sua base por meio da guerra cultural, transformando um espetáculo musical em instrumento de disputa política. Segundo a Reuters, o ataque ao show do intervalo integra uma sequência de críticas do presidente ao artista, agora amplificadas pela visibilidade global do Super Bowl LX.

Com informações do Brasil247

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