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Bolsonaro chama pobres de “minoria barulhenta” enquanto dá calote no auxílio emergencial

Bolsonaro chamou de “minoria barulhenta” os milhões de brasileiros que estão na fila do auxílio emergencial e que não estão recebendo os míseros R$ 600,00 devido à incompetência deste governo incapaz de prestar uma mísera ajuda aos pobres enquanto salva os mais ricos.

Em mais uma de suas lives aonde fala todo o tipo de escatologia reacionária que passa pela sua cabeça, desta vez Bolsonaro chamou de ’minoria barulhenta’ os milhões de brasileiros que estão na fila do auxílio emergencial e que não estão recebendo os míseros R$ 600,00 devido à incompetência deste governo incapaz de prestar uma mísera ajuda aos pobres enquanto salva os mais ricos.

— O Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, que vai falar alguma coisa também sobre o pessoal que caiu em (inaudível), que está sob análise. É uma minoria barulhenta, uns realmente têm razão, outros se equivocaram e outros não têm direito. Mas tudo bem.

Jair Bolsonaro viveu os 30 anos de sua vida de deputado recebendo auxílio moradia tendo inúmeras casas e até mansões suas e no nome de terceiros. E inclusive usa de inúmeros artifícios para que as mais-que-suspeitas transações imobiliárias de seu filho Flávio Bolsonaro não caiam no radar de instituições com a a Polícia Federal (acostumada a não investigar aos ricos, apenas a reprimir aos pobres). E tem a coragem de chamar de minoria barulhenta os milhões que tiveram o benefício negado, ou estão ainda “em análise”; que tiveram o auxílio recusado, ou ainda, que há 2 semanas ou mais, tiveram o auxílio aceito porém ainda não receberam – estes são só alguns dentre os milhões de erros cometidos pela tropa de gananciosos e incompetentes formada por Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (caixa 2 confesso) e pelo presidente da Caixa Econômica Federal.

Enquanto milhões de brasileiros se arriscam em filas lotadas nos Bancos, os políticos riem de barriga cheia dos mais pobres, e salvam a riqueza bilionária dos bancos, dos capitalistas, donos de grandes empresas e especuladores financeiros.

O auxílio emergencial deveria ser de garantia de um salário emergencial de R$ 2 mil. O valor seria pago facilmente se reduzíssemos o salário de políticos como Jair Bolsonaro e seus comparsas do centrão, deputados, senadores, juízes. Os empresários que tanto querem manter suas fábricas e negócios funcionando, mesmo com a morte de milhares de trabalhadores, também podem financiar a saúde pública através da taxação das grandes fortunas e da estatização sob controle dos trabalhadores de todas as empresas, para que a produção atenda as necessidades a maioria e não, aí sim, de uma minoria de capitalistas e políticos sangue-sugas do povo.

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