
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), costurou um acordo com a oposição bolsonarista para evitar surpresas na tramitação da anistia aos envolvidos nos atos terroristas de 8 de janeiro. A medida é vista como essencial para a extrema-direita, que busca reabilitar Jair Bolsonaro (PL) politicamente para a disputa presidencial de 2026.
Fontes ligadas à oposição afirmam que o 1º vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), prometeu não pautar o projeto durante períodos em que estiver no comando da Casa, seja por viagens de Motta ao exterior ou eventuais afastamentos, conforme informações da colunista Malu Gaspar, do Globo.
Além disso, Altineu e Motta teriam alinhado que a anistia só será colocada em votação quando houver viabilidade para sua aprovação. Nos bastidores, o atual líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), tem feito projeções semelhantes.
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O cargo de 1º vice-presidente é considerado um trunfo do PL e de Bolsonaro para 2026. Apesar de contar com a maior bancada na Câmara e a segunda maior no Senado, a legenda optou por não lançar candidato próprio à presidência da Casa, priorizando a ocupação de espaços estratégicos que facilitem a tramitação do projeto.
Ainda que o compromisso de Altineu possa gerar ruídos dentro do grupo bolsonarista, o partido busca manter boa relação com Hugo Motta, que já indicou ser favorável à discussão da anistia.
Na última sexta-feira (7), o presidente da Câmara declarou que os atos de 8 de janeiro não configuraram uma tentativa de golpe contra o presidente Lula (PT) e criticou o que classificou como “exagero” nas punições do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também já havia manifestado disposição para debater o tema no Congresso.
Na Câmara, três projetos de anistia tramitam atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sendo de autoria de Alexandre Ramagem (PL-RJ), Hélio Lopes (PL-RJ) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB). No Senado, aliados de Bolsonaro também apresentaram propostas semelhantes. A expectativa é que todas as iniciativas sejam unificadas ou sigam juntas na CCJ.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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