“Depois de Temer, Aécio e Bolsonaro, temos a prova empírica de que a classe média não liga para a corrupção”, diz Jessé Souza

Segundo ele, a classe média é conivente com o saque promovido pelas elites

O sociólogo e escritor Jessé Souza, autor do livro “A herança do golpe”, afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, que desde 1930 o Brasil vem depondo qualquer líder que queira promover inclusão social, usando como pretexto o tema da corrupção. “A classe média tira onda de moralista, mas fecha os olhos para a corrupção de Jair Bolsonaro. Ela é conivente com o saque promovido pela elite. Temos a prova empírica. Ninguém saiu à rua contra a corrupção de Michel Temer, Aécio Neves e Jair Bolsonaro”, afirma.

Segundo ele, o moralismo concede superioridade moral aos autoproclamados moralistas. “O bolsonarismo não pode ser entendido em termos econômicos, mas apenas morais”, afirma. “É preciso explicar ao povo que ele é pobre circunstancialmente. O povo precisa saber quem é o seu real inimigo, a elite predatória, que se une às elites metropolitanas”, diz ele.  Jessé também diz ver com muita satisfação o fim melancólico de Sergio Moro. “Não perdoo a canalhice”, afirma.

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