Região metropolitana enfrenta instabilidade após ventos acima de 90 km/h e atuação da Aneel entra em foco
A região metropolitana de São Paulo amanheceu nesta quinta-feira (11) ainda sob os efeitos do forte ciclone extratropical que varreu o estado no dia anterior. Mais de 1,5 milhão de imóveis permanecem sem energia elétrica, reflexo direto das rajadas que ultrapassaram 94 km/h e provocaram danos em diversas áreas.
De acordo com os dados atualizados pela Enel, apenas na capital paulista são 1.023.823 endereços ainda às escuras. Na quarta-feira (10), o pico do apagão afetou mais de 2 milhões de unidades consumidoras, marcando um dos episódios mais graves de interrupção do fornecimento elétrico neste ano.
O impacto sobre os serviços de emergência foi intenso. O Corpo de Bombeiros registrou, no período, 1.327 ocorrências envolvendo queda de árvores, 19 relacionadas a desabamentos ou desmoronamentos e outras 3 referentes a enchentes e alagamentos. A força dos ventos derrubou estruturas e pressionou a já fragilizada rede elétrica em diferentes pontos da metrópole.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou ainda na quarta-feira um ofício à Enel cobrando explicações sobre o apagão. No documento, a agência destaca que a Defesa Civil havia alertado previamente sobre a formação do ciclone para os dias 9 e 10 de dezembro, indicando risco de quedas de árvores e interrupção no fornecimento de energia. A Aneel ressaltou que, como previsto, a área sob concessão da Enel foi fortemente impactada pela tempestade, deixando mais de 2 milhões de consumidores no escuro às 15h — cerca de 32% do total atendido pela empresa.
O histórico recente também foi lembrado pela agência reguladora. O ofício cita episódios semelhantes ocorridos em novembro de 2023, quando 2,1 milhões de unidades ficaram sem luz, e em outubro deste ano, quando o número chegou a 2,4 milhões.
Previsão indica ventos fortes, mas menor intensidade
Após enfrentar tempestade e ciclone extratropical, São Paulo deve ter mais um dia de ventos intensos nesta quinta-feira, embora com menor força, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). A prefeitura afirma que o sistema de baixa pressão responsável pelo fenômeno começa a se afastar, abrindo espaço para tempo mais firme e temperaturas mais altas.
As rajadas podem atingir até 60 km/h — bem abaixo dos 98 km/h registrados na terça-feira. O sol deve aparecer entre poucas nuvens ao longo do dia, com mínima de 19°C na madrugada e máxima de 29°C à tarde. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 32% e 90%.
No restante do estado, a Defesa Civil mantém alerta moderado para vendavais na região de Mogi das Cruzes. A recomendação é evitar permanência sob árvores de grande porte, retirar objetos que possam ser levados pelo vento de áreas externas e redobrar os cuidados com idosos, crianças e animais domésticos.
Fonte: brasil247
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