Com Lula e Padilha, SUS entra na era digital e coloca as pessoas no centro do cuidado

Em audiência na Câmara, ministro da Saúde detalhou as ações do programa Agora Tem Especialistas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em audiência na Câmara

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) apresentou nesta quarta-feira (11/6) na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados as diretrizes do novo momento do Ministério da Saúde (MS). A medida provisória (MP 1301/25) que cria o Programa Agora Tem Especialistas representa essa fase, reorganizada e mais tecnológica: é uma busca para combater desigualdades garantindo o compromisso à vida, com inteligência e planejamento.

Na Comissão, Padilha explicou sobre os novos passos que terá como um dos pilares estratégicos o uso de dados para vencer gargalos históricos, como as filas por atendimento especializado. “Estamos enterrando de vez o modelo da tabela SUS. Com o Agora Tem Especialistas, vamos implantar um sistema nacional de monitoramento com dados reais de tempo de espera, produção e demanda. Vamos usar o painel nacional de filas, um placar em tempo real para mapear onde estão os gargalos. É a revolução digital no SUS a serviço do povo”, anunciou.

Agora Tem Especialistas

O programa prevê a contratação de especialistas que será feita pelos estados e municípios, ou de maneira complementar pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS e pelo Grupo Hospitalar Conceição, empresa pública vinculada ao MS. Em paralelo, a digitalização da gestão garantirá transparência e eficácia. “Essa informatização permite que cada cidadão acompanhe o sistema, e que estados e municípios tenham mais capacidade de planejamento. Estamos digitalizando o Ministério para que o cuidado chegue mais rápido e melhor, inclusive com o suporte da telessaúde onde for necessário”, completou Padilha.

Esse novo modelo se apoia em dados do Painel Nacional de Filas e Procedimentos, plataforma abastecida em tempo real por entes federativos. O cruzamento dessas informações permite dimensionar as principais demandas e organizar a oferta de forma estratégica. Para acelerar os atendimentos e reduzir o tempo de espera, o programa também prevê o credenciamento de clínicas, hospitais filantrópicos e privados, com foco inicial em seis especialidades consideradas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

Acabou a espera

A deputada Ana Paula Lima (PT-SC) celebrou o rompimento com a lógica da espera infinita no SUS. A parlamentar – que também é enfermeira obstétrica – avaliou que “hoje estamos rompendo com o modelo da tabela SUS, criando um novo sistema que coloca o paciente no centro, com atendimento especializado, ampliação da rede pública e repasses vinculados à produção. O povo não pode mais esperar. E com Lula e Padilha, não vai mais esperar”.

O deputado e médico sanitarista Jorge Solla (PT-BA) lembrou que a pandemia evidenciou a urgência de modernizar a estrutura do SUS. “Não tínhamos uma coordenação nacional, um banco de dados eficiente, uma gestão integrada. Agora temos. A digitalização do sistema não é um luxo, é uma exigência da vida”.

Viva o SUS

A deputada Juliana Cardoso (PT-SP) destacou que a nova estratégia também derruba fake news disseminadas por setores interessados na desinformação. “Dizem que o SUS será terceirizado, que a formação médica será precarizada. Não, não é isso. É importante reafirmar a verdade sobre essa parceria com a rede privada e como ela complementa o SUS, sem substituí-lo”, afirmou. A parlamentar também destacou a relevância do Supercentro Brasil no enfrentamento ao câncer.

Já a deputada e médica Ana Pimentel (PT-MG) comemorou o resgate do SUS: “A saúde traz consigo o modelo civilizatório de um país. Quando nós estamos debatendo saúde, nós estamos refletindo e afirmando se nós queremos um país para poucos ou um país para todos”, ponderou. Ela também enfatizou que a condução do Ministério sob Padilha representa a reinstitucionalização do SUS, rompendo com os retrocessos da pandemia.

SUS digitalizado

Por sua vez, o deputado Dimas Gadelha (PT-RJ) – que é médico – ironizou a oposição e exaltou os avanços digitais da gestão. “Tem gente que acha que vivemos em dois países, e vivem mesmo: um de quem trabalha por um SUS moderno, e outro de quem espalha fake news. A informatização permite que o povo veja onde está o problema e cobre solução. Isso é democracia em tempo real”.

Saúde para todos

Para Benedita da Silva (PT-RJ), deputada, auxiliar de enfermagem e ex-ministra, o foco no atendimento presencial é indispensável. A parlamentar também resgatou a importância de levar médicos às periferias e rincões, como foi feito em sua gestão e está sendo retomado agora. “Na sua primeira gestão, ministro, tivemos condições de mandar médicos para os rincões do Brasil”.

Padilha agradeceu o esforço coletivo desses dois primeiros anos de Governo Lula, ao reconhecer o trabalho da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, dos estados e municípios. “A base dessa casa foi construída nesses dois anos e também por uma percepção do próprio Presidente Lula do que é prioridade, como a questão do tempo de espera”.

Com informações do PT Org

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