Ex-presidente busca preservar influência enquanto aliados projetam estratégias de sobrevivência no cenário eleitoral
As defesas de Bolsonaro e de outros sete condenados anunciaram que irão recorrer. No entanto, ministros do STF consideram factível que o ex-presidente comece a cumprir pena em regime fechado ainda neste ano.
Com a condenação, Bolsonaro se vê diante de uma encruzilhada: transformar sua imagem de líder perseguido em capital político suficiente para se manter no jogo ou correr o risco de perder espaço no tabuleiro da direita brasileira.
O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta agora seu maior teste político: manter-se na vida política após a condenação a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Coluna do Estadão, o Partido Liberal (PL) discute como reposicionar sua atuação. O contato direto com Bolsonaro será limitado devido ao cumprimento da pena, o que deve levar à escolha de porta-vozes para preservar a narrativa política de sua base.Horas antes do veredicto, na quinta-feira (11), Bolsonaro apareceu diante de sua casa em Brasília. Em silêncio, sorriu, fez sinal de “joinha” e posou para fotos. Especialistas consultados pela Coluna do Estadão interpretaram os gestos como um esforço de transmitir a imagem de um líder “reanimado” e, ao mesmo tempo, “amordaçado”.
“O ex-presidente Bolsonaro tenta dar imagem à argumentação presente no voto do ministro Luiz Fux, que, a grosso modo, questiona não só o resultado final, mas a forma como o Supremo julgou”, afirmou Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria. Para ele, “a presença do Bolsonaro na foto é uma maneira de sintetizar essa imagem de perseguido”.
Na véspera do julgamento, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) chegou a conduzir uma oração para animar o aliado, que, segundo relatos de visitantes, demonstrava abatimento e crises de soluço. A reviravolta veio com o voto favorável do ministro Luiz Fux, interpretado como um estímulo político capaz de renovar o discurso de Bolsonaro e manter
A repercussão jurídica permanece incerta. Politicamente, Bolsonaro vai centrar seu discurso na condição de “perseguido e injustiçado”.
Aliados enxergam ainda outra saída: a eventual eleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao Palácio do Planalto, o que poderia possibilitar um indulto presidencial ou até uma revisão do julgamento caso o cenário político se altere.
Com Informações brasil247
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
-
“Nós vamos derrotar o crime organizado”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que o governo federal pretende intensificar o combate ao crime organizado no país, com reforço no efetivo da Polícia Federal e ampliação das ações de segurança pública. Durante discurso na abertura da Feira Brasil na Mesa, Lula destacou medidas recentes para fortalecer a…
-
Encurralado pela economia global, Trump vê ‘colapso da hegemonia dos EUA’ com continuidade da guerra

O impasse entre Estados Unidos e Irã, com a prorrogação do cessar-fogo nesta quarta-feira (22) após pedido do mediador Paquistão, parece longe de um desfecho, com o tensionamento da disputa de controle do Estreito de Ormuz cada vez mais acirrado. Uma negociação para o fim da guerra, diante do atual cenário, é pouco provável. Essa…
-
Lula diz que vai levar jabuticaba para “acalmar” Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende levar jabuticaba ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de “acalmá-lo”, ao comentar o potencial agrícola brasileiro durante evento em Planaltina, no Distrito Federal. A declaração ocorreu em meio a uma agenda voltada à valorização da produção nacional e da agricultura familiar. Durante…


