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Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, mas acordo não é confirmado

Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia Crédito: REUTERS/Evan Vucci / Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS / REUTERS/Valentyn Ogirenko

Ceilândia em Alerta — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (11/10) que Rússia e Ucrânia teriam concordado em suspender imediatamente os ataques contra instalações de energia. No entanto, até a publicação da notícia pelo Brasil 247, os dois países não haviam confirmado formalmente o acordo, e o governo ucraniano relatava novos bombardeios russos.

O anúncio foi feito por Trump em uma publicação na rede social Truth Social, na qual afirmou que as duas partes haviam concordado com um cessar-fogo energético. O presidente norte-americano, porém, não apresentou detalhes sobre as condições da trégua nem sobre os mecanismos para garantir seu cumprimento.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que a Ucrânia apoia a suspensão dos ataques, mas ressaltou que a Rússia também precisa aderir à iniciativa. Segundo ele, Kiev aguardava esclarecimentos do governo norte-americano sobre os termos do entendimento.

Ucrânia relata novos ataques à infraestrutura energética

Após o anúncio de Trump, Zelensky afirmou que as forças russas continuavam atacando instalações estratégicas do país. Entre os alvos citados estava uma usina de geração de eletricidade e aquecimento em Kharkiv, no nordeste ucraniano.

A continuidade dos bombardeios coloca em dúvida a implementação imediata da trégua anunciada por Washington. Até o momento da publicação da reportagem, Moscou não havia se pronunciado oficialmente sobre o acordo.

Pressão dos Estados Unidos sobre Kiev

O anúncio ocorreu após dias de pressão do governo Trump para que a Ucrânia suspendesse os ataques contra refinarias russas. O presidente norte-americano relacionou essas operações à alta dos preços do diesel nos Estados Unidos, em um contexto de preocupação do Partido Republicano com as eleições legislativas previstas para novembro.

Segundo informações citadas na reportagem, Washington teria ameaçado suspender o compartilhamento de informações de inteligência e o fornecimento de armamentos à Ucrânia caso Kiev não atendesse às exigências norte-americanas.

Zelensky, por sua vez, defendeu que qualquer interrupção das operações contra instalações energéticas russas fosse acompanhada pela suspensão dos bombardeios de Moscou contra a infraestrutura ucraniana.

Acordo sobre diesel russo amplia tensão diplomática

A disputa também ocorre em meio a um entendimento anunciado por Trump para o fornecimento de diesel russo aos mercados norte-americano e internacional. O presidente dos Estados Unidos afirmou que mais de 300 mil toneladas do combustível seriam disponibilizadas, em uma operação que provocou críticas de autoridades ucranianas.

Zelensky argumentou que a flexibilização das restrições econômicas à Rússia poderia favorecer a continuidade das ações militares de Moscou. O tema acrescentou mais um ponto de tensão às relações entre Washington e Kiev, enquanto seguem as tentativas de negociação para encerrar a guerra.

O anúncio de um cessar-fogo energético representa uma nova iniciativa diplomática, mas sua efetivação depende da confirmação das partes envolvidas e da interrupção verificável dos ataques contra instalações de energia.

Fonte: Brasil 247

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