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Irã considera insuficiente resposta dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz

Crédito: Reprodução/Reuters

Ceilândia em Alerta — O governo do Irã classificou como “inadequada” a resposta dos Estados Unidos às condições apresentadas por Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás natural. A declaração foi feita neste domingo (11/10) por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano.

Segundo Rezaei, Washington aceitou parte das sete condições propostas pelo Irã, mas ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos antes de qualquer avanço nas negociações. As informações foram divulgadas pelo Brasil 247, com base em relatos de agências internacionais.

O dirigente afirmou que os Estados Unidos precisam apresentar esclarecimentos sobre as questões consideradas pendentes pelo governo iraniano. As mensagens entre os dois países foram transmitidas por intermediários, incluindo representantes do Catar.

Irã condiciona reabertura do estreito a exigências

A proposta iraniana prevê a retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e a normalização da navegação em até sete dias, desde que as condições apresentadas por Teerã sejam atendidas.

Rezaei afirmou que o país não pretende avançar nas negociações nem liberar a passagem para os Estados Unidos sem o cumprimento das exigências. O dirigente, porém, não detalhou publicamente todos os sete pontos nem especificou quais deles teriam sido aceitos por Washington.

O impasse ocorre após tentativas anteriores de estabelecer um entendimento para reduzir as tensões militares no Golfo. Apesar das divergências, os contatos diplomáticos continuam por meio de países mediadores.

Estreito de Ormuz tem importância estratégica mundial

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma rota fundamental para o comércio internacional de energia. Antes do início da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados mundialmente passava pela região, segundo informações citadas pela Reuters.

As restrições à navegação e os riscos para embarcações elevam a preocupação com os efeitos do conflito sobre o abastecimento energético e os preços internacionais dos combustíveis.

A Guarda Revolucionária do Irã também advertiu que embarcações que desligarem seus sistemas de identificação e navegação durante a passagem pelo estreito poderão ser consideradas hostis, aumentando a preocupação com a segurança marítima.

Negociações seguem sem acordo definitivo

A divergência sobre as condições para reabrir Ormuz mantém o tema no centro das negociações entre Washington e Teerã. O governo iraniano cobra esclarecimentos sobre a resposta americana, enquanto os esforços diplomáticos buscam reduzir as tensões e restabelecer a circulação marítima na região.

Até o momento, não havia anúncio de um acordo definitivo que garantisse a reabertura plena e segura da passagem.

Fonte: Brasil 247

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