Mais de 250 organizações da sociedade civil assinaram uma carta dirigida ao Congresso dos Estados Unidos pedindo a suspensão do financiamento destinado à guerra conduzida por Washington e Israel contra o Irã. O documento alerta que os bilhões de dólares direcionados à guerra estão sendo retirados de áreas consideradas prioritárias para a população americana.
As informações foram divulgadas pela rede Al Jazeera. Segundo a reportagem, o movimento reúne organizações influentes de direitos civis, ambientais, humanitárias e científicas que criticam o aumento dos gastos militares em meio às necessidades sociais internas dos Estados Unidos.
Entre as entidades que subscreveram a carta estão a American Civil Liberties Union (ACLU), Oxfam America, National Nurses United, Council on American-Islamic Relations, Union of Concerned Scientists, J Street, Greenpeace, Friends of the Earth, Indivisible e Jewish Voice for Peace.
O documento argumenta que a expansão do orçamento militar para sustentar a ofensiva no Oriente Médio pode aprofundar problemas sociais dentro do próprio país. Para os signatários, o aumento de recursos para o Pentágono tende a prolongar o conflito e estimular novas solicitações de financiamento militar.
O copresidente da organização Public Citizen, Robert Weissman, criticou a política de gastos vinculada à guerra. Segundo ele, ampliar o orçamento militar terá consequências diretas tanto no prolongamento do conflito quanto na redução de investimentos em áreas sociais.
“Mais dinheiro para o Pentágono servirá para prolongar e intensificar uma guerra ilegal, impopular e devastadora — além de abrir caminho para ainda mais pedidos de financiamento ao Pentágono”, afirmou Weissman.
Ele também destacou o volume de recursos já utilizados nos primeiros dias da ofensiva. “Os US$ 11,3 bilhões gastos nos primeiros seis dias da guerra seriam, por exemplo, suficientes para restaurar os benefícios alimentares para quatro milhões de pessoas”, acrescentou.
As organizações defendem que o Congresso norte-americano reavalie as prioridades orçamentárias do país e interrompa o financiamento da operação militar, argumentando que os valores destinados ao conflito poderiam ser redirecionados para programas sociais e outras necessidades internas urgentes.
Com informações do Brasil247
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