A guerra conduzida pelos Estados Unidos contra o Irã enfrenta resistência crescente dentro do próprio país e se converte em um fator de forte desgaste político para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O aumento da impopularidade do conflito, somado aos custos financeiros e às críticas de especialistas militares, intensifica a pressão sobre o governo em Washington.
Segundo avaliação de autoridades e analistas ouvidos pela rede Al Jazeera, a falta de objetivos claros e a escalada dos gastos públicos com a operação militar contribuem para ampliar o descontentamento interno, inclusive entre setores que tradicionalmente apoiam Trump.
A rede Al Jazeera destacou que o coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos Lawrence Wilkerson criticou duramente a condução da guerra pelo governo norte-americano e apontou a ausência de uma estratégia definida por parte da Casa Branca e do Departamento de Defesa.
Falta de objetivos claros na guerra
Wilkerson afirmou que os discursos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do secretário de Defesa, Pete Hegseth, não deixam claro qual é o objetivo da campanha militar.
Segundo ele, a ausência de metas estratégicas claras gera preocupação entre profissionais das Forças Armadas.
“Ao ouvir Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth, não se sabe quais são os objetivos”, afirmou Wilkerson à Al Jazeera. “Como profissional militar, eu me oponho fortemente a isso.”
Para o militar aposentado, uma guerra sem metas definidas compromete a legitimidade da operação e aumenta os riscos políticos e estratégicos para os Estados Unidos.
Custos bilionários e pressão fiscal
Outro ponto destacado por Wilkerson é o impacto econômico da guerra. Segundo ele, o país está comprometendo bilhões de dólares em uma operação militar que aprofunda o já elevado nível de endividamento público.
“Não é prudente que os Estados Unidos gastem bilhões de dólares nessa guerra, aumentando ainda mais a dívida nacional”, disse.
O peso financeiro do conflito, somado ao desgaste político crescente, torna a manutenção da estratégia militar cada vez mais sensível no debate interno norte-americano.
Acusações de crimes de guerra
Wilkerson também fez acusações graves sobre a condução das operações militares, afirmando que alguns ataques realizados pelos Estados Unidos configurariam crimes de guerra.
“Veja os crimes de guerra que já cometemos: a escola foi um crime de guerra, o hospital foi um crime de guerra, as instalações de petróleo nas proximidades de Teerã foram crimes”, declarou.
As críticas reforçam o debate sobre os limites da atuação militar dos Estados Unidos e ampliam a pressão internacional e doméstica sobre o governo.
Apoio político de Trump começa a se fragmentar
Além das críticas de especialistas, a opinião pública norte-americana demonstra sinais de mudança acelerada em relação ao conflito.
Wilkerson afirma que a rejeição à guerra cresce rapidamente entre os cidadãos dos Estados Unidos, inclusive dentro da própria base eleitoral que ajudou a eleger o presidente dos Estados Unidos.
“O povo americano está se voltando rapidamente contra essa guerra, incluindo grande parte do grupo MAGA que elegeu Trump.”
A deterioração do apoio popular ao conflito pode se transformar em um fator decisivo no cenário político norte-americano, ampliando o desgaste do presidente dos Estados Unidos e abrindo espaço para disputas internas cada vez mais intensas em Washington.
Com informações do Brasil247
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