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Lula: “O futuro da América Latina depende se a gente quer ser grande ou pequeno”

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Em Pequim, durante abertura do Fórum China-Celac, ontem(13), petista pediu “mais articulação” por parte dos países do bloco para consolidar parceria com gigante asiático

Presidente Lula destacou que a inteligência artificial não deve ser um privilégio de poucas nações e defendeu economia de baixo carbono

O presidente Lula participou, ontem (13), da abertura do Fórum China-Celac, no Centro de Convenções Nacional da China, em Pequim. Durante discurso, ele enalteceu os laços de uma década entre o bloco de países e o gigante asiático e pregou a união da América Latina e do Caribe para que projetos financiados pelo governo chinês possam se tornar realidade.

O petista começou a fala reconhecendo a importância da China para o desenvolvimento da região. “Recursos oriundos de instituições financeiras chinesas superam créditos oferecidos pelo Banco Mundial ou pelo BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento]. A parceria com a China é um elemento dinâmico para a economia regional”, disse Lula.

“A demanda chinesa foi um dos propulsores do crescimento que experimentamos no início do século. Obtivemos avanços expressivos na redução da pobreza e da desigualdade. Foi nesse momento que finalmente olhamos para nosso entorno e nos unimos para criar a Unasul e a Celac”, prosseguiu.

Depois disso, o presidente pediu “mais articulação” por parte da Celac visando “aproveitar ao máximo o potencial de cooperação sino-latino-americana e caribenha”.

“Isso fica evidente, sobretudo, na área de infraestrutura. O apoio chinês é decisivo para tirar do papel rodovias, ferrovias, portos e linhas de transmissão. Mas a viabilidade econômica desses projetos depende da capacidade de coordenação de nossos países para conferir a essas iniciativas escala regional”, ponderou.

“Futuro compartilhado”

No discurso, Lula tratou das principais questões da atualidade, como as mudanças climáticas, o advento da inteligência artificial, a guerra tarifária imposta pelos Estados Unidos e as consequências dela para a economia global, entre outros. O presidente falou em construir um “futuro compartilhado” e “reduzir as assimetrias entre os países”.

“O futuro da América Latina depende do nosso comportamento, da análise justa do que aconteceu no século 20, onde nós avançamos e onde nós retrocedemos, para que a gente compreenda de uma vez por todas: não há saída para nenhum país individualmente”, indicou.

Sobre a crise do sistema de governança global e do multilateralismo, Lula lamentou que os mecanismos criados no pós-guerra não consigam mais refletir a realidade do mundo e defendeu a escolha da primeira mulher para o cargo mais alto da Organização das Nações Unidas (ONU), o de secretário-geral, momento em que foi aplaudido pelos presentes.

Inteligência artificial e transição ecológica

O petista afirmou ainda que “a América Latina e o Caribe e a China podem mostrar ao mundo que é possível conter a mudança do clima sem abdicar do crescimento econômico e da justiça social”. “A COP30, na Amazônia, no estado do Pará, na cidade de Belém, no coração da Amazônia, almeja ser um ponto de virada na implementação dos compromissos climáticos, estabelecendo a confiança em soluções coletivas”, observou.

Por outro lado, Lula também argumentou que “a revolução digital não pode criar um novo abismo tecnológico entre nações”. “O desenvolvimento da inteligência artificial não deve ser um privilégio de poucos”, avaliou. “Uma transição justa para uma economia de baixo carbono também exige amplo acesso a tecnologias de energia limpa.”

Com informações do PT Org

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