China reafirma apoio a Cuba e à Venezuela às vésperas de cúpula Xi-Trump em Pequim

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reafirmou nesta quarta-feira (13) que a posição de Pequim sobre Cuba e Venezuela permanece inalterada, ao ser questionado sobre se os temas seriam tratados no encontro entre o presidente Xi Jinping e Donald Trump, que chegou a Pequim nesta tarde para uma cúpula de dois dias.

“A posição da China sobre a questão de Cuba é consistente, clara e inalterada. Sobre a questão da Venezuela, a posição da China é igualmente consistente”, declarou Guo durante a coletiva de imprensa da pasta.

A resposta foi dada em um contexto de intensa pressão estadunidense sobre os dois países. Há quatro meses, os Estados Unidos realizaram ataques militares contra a Venezuela, que resultaram em mais de 100 mortos e culminaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Em relação a Cuba, Washington intensificou nos últimos meses as sanções unilaterais contra a ilha, ampliando restrições sobre energia, finanças e entidades estatais.

A posição reiterada nesta quarta não é nova. Em 7 de maio, o também porta-voz Lin Jian havia afirmado que a China “se opõe firmemente” aos ataques dos EUA contra a Venezuela e “continuará apoiando a Venezuela na defesa de sua soberania, dignidade e direitos legítimos”. Na mesma coletiva, Lin classificou as sanções contra Cuba como violação grave do direito internacional e exigiu que Washington encerrasse “imediatamente o bloqueio, as sanções e qualquer forma de coerção e pressão contra o país”.

apoio chinês a Cuba não é apenas retórico. Desde janeiro, Pequim enviou 60 mil toneladas de arroz, US$ 80 milhões (mais de R$ 390 milhões) em ajuda emergencial e equipamentos fotovoltaicos destinados a hospitais e comunidades afetadas pelos apagões. Com financiamento e tecnologia chinesa, Cuba incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar no último ano.

Em relação à Venezuela, Pequim também reagiu às licenças emitidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA em abril, que desbloquearam parcialmente o sistema bancário venezuelano, mas mantiveram a proibição de transações com empresas chinesas.

“A China sempre rejeitou sanções unilaterais sem base no direito internacional”, disse Guo Jiakun na ocasião, exigindo que os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela “sejam garantidos sem condições”.

Trump chega a Pequim para cúpula com Xi Jinping

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou em Pequim por volta das 19h30 (horário de Pequim) desta quarta-feira (13) para uma cúpula de dois dias com o presidente chinês Xi Jinping. A visita, inicialmente prevista para o fim de março, foi adiada em razão da agressão militar não provocada dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

*Com informações do Brasil de Fato

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