O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu revogar a chamada “taxa das blusinhas” após uma pesquisa interna apontar rejeição de 70% à medida, segundo informações divulgadas pelo jornalista Gerson Camarotti, do G1. O levantamento mostrou que a cobrança sobre compras internacionais de baixo valor se tornou a iniciativa mais impopular da atual gestão federal.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9
De acordo com a reportagem, o recuo ocorreu de forma acelerada e sem a estratégia tradicional de comunicação utilizada em anúncios econômicos de grande impacto. Não houve entrevista coletiva nem campanha prévia para apresentar a mudança, evidenciando o caráter emergencial da decisão política.
Além do desgaste identificado nas pesquisas internas, o Palácio do Planalto avaliou que havia risco de o Congresso Nacional assumir protagonismo no tema. A preocupação do governo era que parlamentares, especialmente da oposição, avançassem com propostas para derrubar a taxação, deixando o Executivo em posição defensiva e ampliando o desgaste político.
Outro fator considerado decisivo foi a intensa mobilização nas redes sociais. Nas últimas semanas, críticas à taxação ganharam força em plataformas digitais, impulsionadas por parlamentares oposicionistas e influenciadores. O aumento da repercussão negativa elevou a pressão dentro do governo para uma resposta rápida.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a avaliação predominante no núcleo político do Planalto era de que medidas capazes de melhorar o humor do eleitorado poderiam ter reflexos diretos no cenário eleitoral. A percepção de impacto político acabou pesando mais do que os argumentos econômicos favoráveis à manutenção da cobrança.
Dentro do governo, no entanto, havia divisão sobre o tema. A ala técnica defendia a continuidade da taxa de importação. Entre os principais defensores estavam o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comandava o Ministério do Desenvolvimento.
Os argumentos apresentados pela equipe econômica incluíam a proteção da indústria nacional, especialmente dos setores têxtil e varejista, além da preservação de empregos e do combate a práticas utilizadas para driblar a fiscalização de importações.
O debate político ganhou intensidade ao longo deste ano e passou a contar com atuação mais ativa da primeira-dama Janja da Silva. Com Haddad menos presente nas discussões cotidianas no Planalto, integrantes da ala política ampliaram a pressão para convencer Lula de que o custo eleitoral da medida havia se tornado elevado demais.
Apesar do alívio gerado pela revogação da taxa entre consumidores, o governo agora acompanha com preocupação novos movimentos no Congresso. Parlamentares discutem ampliar benefícios fiscais ou reduzir impostos para pequenas empresas do setor têxtil nacional, o que pode aumentar o impacto fiscal e provocar novas perdas de arrecadação para a União.
*Com informações do Brasil247
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