A rápida ação da equipe de segurança da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, na manhã do último sábado (11/7), evitou uma tragédia no recinto do elefante Chocolate. Uma mulher pulou a grade e entrou no espaço do animal, mas foi contida e retirada, imediatamente, pelos vigilantes, sem que ficasse ferida ou ferisse Chocolate. O episódio traz à memória o histórico de outros brasilienses que fizeram a mesma coisa ao longo das décadas.
Heroísmo no fosso das ariranhas (1977)
O caso mais emblemático e antigo registrado no local ocorreu em 30 de agosto de 1977, evidenciando o perigo extremo de ignorar os limites de observação. O então adolescente Adilson Florêncio da Costa, de 13 anos, subiu na cerca do tanque das ariranhas, desequilibrou-se e caiu no recinto dos mamíferos semiaquáticos.
O sargento do Exército Sílvio Hollenbach, que passeava com a família, agiu de forma heróica e saltou no fosso para resgatar o garoto. Adilson foi retirado com vida, mas o militar acabou cercado e atacado pelos animais. Hollenbach recebeu mais de 100 mordidas e, apesar de receber atendimento médico emergencial intensivo por três dias, não resistiu às infecções decorrentes dos ferimentos. Em homenagem a ele, o Zoo de Brasília leva seu nome.
Invasão por engajamento (2025)
Em março de 2025, o setor dos elefantes foi alvo de uma ação irresponsável de um influenciador digital de 25 anos. Ele pulou no recinto com o único objetivo de gravar vídeos para obter engajamento na internet. As investigações apontaram que o rapaz provocou o animal de forma insistente, gerando um severo quadro de estresse que comprometeu a rotina de bem-estar e a saúde do mamífero.
A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) da PCDF conduziu o caso e indiciou formalmente o homem pelo crime de maus-tratos. Além de colocar a própria vida em risco, a atitude gerou forte repúdio da equipe técnica do Zoológico, que acionou os meios legais para garantir que a segurança e o respeito aos animais permanecessem invioláveis.
Obrigações do visitante
A Fundação Jardim Zoológico de Brasília reforça que todos os seus espaços são projetados com engenharia de segurança multinível, incluindo múltiplas grades e fossos para impedir o contato direto. O sucesso na resolução do caso atual do elefante Chocolate comprova a prontidão dos brigadistas e da vigilância. No entanto, a instituição faz um apelo para que as normas sejam respeitadas, visto que nenhuma estrutura anula o risco quando há violação deliberada dos perímetros por parte do público.
*Com informações da Agência Brasília



