Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a avaliar que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, articula uma estratégia para desgastar o governo brasileiro e dificultar a reeleição do petista. A avaliação ganhou força após o Departamento de Estado divulgar um vídeo sobre a Doutrina Monroe, segundo informações do jornalista Valdo Cruz, do G1, reproduzidas pelo Brasil 247.
A Doutrina Monroe foi formulada no século XIX e ficou associada à ideia de predominância dos Estados Unidos sobre o continente americano. Para integrantes do governo brasileiro, o vídeo divulgado por Washington não seria apenas uma referência histórica, mas uma demonstração da orientação política da atual administração americana.
China está no centro da disputa
Na avaliação de auxiliares de Lula, a estratégia dos Estados Unidos tem como um dos principais objetivos conter o avanço da China na América Latina.
O Brasil seria considerado peça importante nessa disputa por ser a maior economia e o país mais populoso da América do Sul, além de manter relações comerciais e diplomáticas relevantes com Pequim.
O governo brasileiro também interpreta a movimentação como uma tentativa de Washington de ampliar sua influência sobre países latino-americanos e fortalecer setores políticos alinhados à direita.
Relação com aliados de Bolsonaro
Nesse contexto, integrantes do Planalto mencionam a proximidade entre Marco Rubio e aliados da família Bolsonaro. A avaliação de interlocutores do governo é que a política externa americana poderia favorecer lideranças conservadoras na região e pressionar governos considerados menos alinhados aos interesses de Washington.
Nos bastidores, integrantes do governo chegaram a comparar a atuação da ala liderada por Rubio aos personagens do desenho Os Pinguins de Madagascar, em uma crítica ao que consideram uma condução ideológica da política externa dos Estados Unidos.
Doutrina Monroe volta ao debate
O vídeo divulgado pelo Departamento de Estado recupera episódios relacionados à Doutrina Monroe e menciona ações recentes dos Estados Unidos no continente.
Para auxiliares de Lula, a publicação representa um sinal de que Washington pretende reafirmar sua influência nas Américas em meio à disputa geopolítica com a China.
A interpretação do Planalto, porém, é apresentada como uma avaliação de integrantes do governo brasileiro e não como uma confirmação de que exista formalmente um plano dos Estados Unidos para impedir a reeleição de Lula.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



