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Fux suspende decisão de Dino e restabelece ordem para retirada de posts sobre Nossa Senhora Aparecida

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux sentado em sua cadeira estofada bege no plenário do STF, vestindo toga preta, camisa branca e gravata azul-escura com detalhes geométricos discretos. Ele olha serenamente para o lado esquerdo do enquadramento, com um microfone articulado e a parte traseira de um notebook em primeiro plano.
Ministro Luiz Fux, do STF | Crédito: Rosinei Coutinho/STF

Decisão provisória volta a dar validade à determinação de André Mendonça, do TSE; controvérsia será analisada pelo plenário do Supremo.

Ceilândia em Alerta – O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite de segunda-feira (28) a decisão do ministro Flávio Dino que havia autorizado o restabelecimento de publicações relacionadas à controvérsia envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida. Com a medida, volta a valer provisoriamente a ordem do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a retirada dos conteúdos.

Fux determinou que as plataformas digitais restabeleçam, no prazo de 24 horas, o cumprimento das ordens do TSE. A decisão é provisória e deverá ser submetida ao plenário do Supremo.

O caso teve início depois que a campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral contra publicações que afirmavam que o candidato ou integrantes de sua família pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Mendonça determinou a remoção de conteúdos que apresentassem essa afirmação como verdadeira. Segundo a decisão do ministro do TSE, os elementos apresentados no processo indicavam que Flávio não havia proposto nem apoiado a iniciativa atribuída a ele.

Dino havia restabelecido publicações

No domingo (27), Flávio Dino atendeu a um pedido apresentado pelo humorista Antonio Tabet, que teve uma postagem retirada do X após a decisão do TSE.

Dino estendeu ao caso os efeitos de uma decisão anterior do Supremo e cassou trechos da determinação de Mendonça. Também ordenou o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos que tivessem sido removidos pelo mesmo fundamento.

Para Dino, a medida buscava preservar as liberdades de expressão e religiosa. O ministro posteriormente encaminhou sua decisão ao plenário do STF para análise coletiva.

A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, recorreu a Fux contra a decisão.

Ao suspender a medida de Dino, Fux considerou, entre outros aspectos processuais, que o pedido de Tabet deveria ter sido apresentado em uma nova reclamação constitucional, submetida à distribuição no Supremo, em vez de ser incorporado ao processo já analisado por Dino.

Plenário do STF deverá analisar controvérsia

A decisão de Fux não representa um julgamento definitivo sobre a controvérsia. O ministro solicitou que sua medida também seja analisada pelo plenário do STF na mesma sessão destinada à apreciação da decisão de Dino.

A previsão divulgada é de que o colegiado examine o caso nesta quarta-feira (30).

A discussão surgiu a partir da circulação nas redes sociais de informações associando Flávio Bolsonaro a uma proposta para alterar o título de Nossa Senhora Aparecida.

O projeto legislativo frequentemente citado nessa controvérsia realmente existiu, mas não foi apresentado por Flávio Bolsonaro. O Projeto de Lei 2.623/2007 foi apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli, à época filiado ao PMDB de Mato Grosso, e acabou arquivado em 2008.

O texto pretendia alterar a legislação para estabelecer Nossa Senhora Aparecida como padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos, em vez de Padroeira do Brasil.

Enquanto o plenário do Supremo não examina as decisões conflitantes, permanece em vigor a determinação restabelecida por Fux para que as plataformas cumpram a ordem expedida pelo TSE.


🔍 Fontes: Brasil de Fato; Supremo Tribunal Federal (STF); Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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