Trabalhadores pressionam Senado pelo fim da escala 6×1: “Temos pressa de viver”

Mobilização em Brasília cobra a votação da proposta que reduz a jornada para 40 horas semanais, sem corte nos salários, e garante dois dias de descanso remunerado.

Trabalhadores e representantes de entidades sindicais realizaram, nesta quarta-feira (12), um ato em frente ao Senado Federal, em Brasília, para pressionar os parlamentares pela aprovação do fim da escala 6×1. A mobilização faz parte de uma semana de ações organizadas por centrais sindicais em defesa da redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários.

A principal reivindicação é o avanço da PEC 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal até 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.

Para os trabalhadores que participaram do protesto, a discussão não envolve apenas a quantidade de horas trabalhadas, mas também o direito ao descanso, convivência familiar, estudo, lazer e qualidade de vida.

“A classe trabalhadora tem pressa”

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues, afirmou que a mobilização busca pressionar os senadores para que a proposta seja votada ainda neste semestre.

Segundo os representantes sindicais, a redução da jornada é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora e não deveria ser tratada como uma questão relacionada exclusivamente ao período eleitoral.

O secretário de Juventude da CUT, Thiago Bittencourt, destacou que o tempo gasto no deslocamento entre a residência e o local de trabalho também pesa na rotina dos trabalhadores.

Para ele, quem trabalha seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso enfrenta dificuldades para conciliar emprego, família, estudos e outras atividades. A defesa do fim da escala 6×1, portanto, está relacionada à busca por uma jornada considerada mais digna.

As mulheres também participaram da mobilização destacando o impacto da dupla jornada. Além do trabalho remunerado, muitas continuam responsáveis por tarefas domésticas e cuidados com familiares depois de chegar em casa.

Representantes dos trabalhadores do comércio e dos Correios também defenderam a aprovação da proposta e cobraram uma decisão do Senado.

PEC já foi aprovada pela Câmara

A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos no dia 27 de maio. No primeiro turno, recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Na segunda votação, foram 461 votos favoráveis e 19 contrários.

O texto aprovado prevê uma redução inicial da jornada de 44 para 42 horas semanais, chegando posteriormente a 40 horas. Também estabelece dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

Agora, a pressão das entidades sindicais está concentrada no Senado. A proposta deverá passar pelas comissões antes de ser submetida à votação em plenário.

Os manifestantes defendem que a mudança permita aos trabalhadores dedicar mais tempo à família, aos estudos, à qualificação profissional, ao lazer e ao descanso.

Para as centrais sindicais, o debate representa uma oportunidade de atualizar as relações de trabalho no país e garantir que os ganhos de produtividade também sejam convertidos em mais tempo de vida para quem trabalha.


🔍 Fontes: Brasil de Fato

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.

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