José Carlos Oliveira, conhecido como Ahmed Mohamad, também é alvo de mandados de busca e apreensão
A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal, colocou o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad, sob monitoramento eletrônico após decisão judicial. Ele chefiou a pasta durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Metrópoles, as medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e incluem o uso de tornozeleira eletrônica e buscas em endereços ligados ao ex-ministro.
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Operação mira cúpula da Previdência
A ofensiva também alcançou o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso nas primeiras horas da manhã. Stefanutto havia sido afastado judicialmente e, posteriormente, demitido em abril após vir à tona o esquema de descontos não autorizados aplicados diretamente em benefícios de aposentados e pensionistas.
Ainda de acordo com a reportagem, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) também foi alvo de mandados de busca e apreensão. As medidas integram a estratégia da PF de desarticular o núcleo responsável por autorizar ou facilitar as irregularidades dentro da estrutura previdenciária.
Monitoramento judicial e medidas cautelares
Segundo a PF, a decisão judicial que obriga o ex-ministro José Carlos Oliveira a usar tornozeleira integra um conjunto de medidas cautelares voltadas a impedir interferências na investigação. As autoridades afirmam que o monitoramento permitirá acompanhar deslocamentos enquanto os investigadores analisam documentos apreendidos.
Fraudes atingiram milhões de aposentados
O próprio INSS divulgou números que evidenciam a dimensão das irregularidades. Cerca de 6 milhões de beneficiários relataram não reconhecer os descontos aplicados em seus extratos. Desses, 4,8 milhões tiveram as fraudes confirmadas e já estão aptos a receber reembolso em parcela única.
O governo federal prorrogou até 14 de fevereiro de 2026 o prazo para contestar cobranças indevidas incluídas nos benefícios. O esquema revelado permitia o lançamento de cobranças associativas sem autorização prévia, reduzindo o valor efetivamente pago a aposentados e pensionistas.
Operação mobiliza PF e CGU
A operação tem caráter nacional. Em conjunto com a Controladoria-Geral da União, a PF cumpre 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas cautelares distribuídas por 17 estados e pelo Distrito Federal.
Os crimes investigados incluem inserção de dados falsos em sistemas públicos, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Fonte: Brasil247
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