Jovens dos Estados Unidos demonstram menor percepção de ameaça em relação à China

Pesquisa mostra que a Geração Z é o grupo que menos considera o desenvolvimento chinês uma ameaça crítica e apresenta maior apoio à cooperação entre os dois países.

A percepção da China como ameaça aos Estados Unidos diminuiu entre os jovens norte-americanos, segundo pesquisa divulgada pelo Conselho de Chicago sobre Assuntos Globais. Entre os integrantes da chamada Geração Z, apenas 34% consideram o desenvolvimento chinês uma “ameaça crítica” aos Estados Unidos.

O levantamento foi realizado pela Ipsos e reuniu pesquisas feitas em 2025 e 2026. A Geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2013, apresentou a menor taxa de percepção de ameaça entre todas as gerações analisadas.

Em 2020, 50% dos jovens desse grupo consideravam a China uma ameaça crítica. Em 2026, o índice caiu para 34%. Entre os Millennials, a taxa é de 43%; entre a Geração X, 56%; e entre os Baby Boomers, chega a 62%.

Jovens defendem mais cooperação com a China

A pesquisa também identificou uma diferença geracional significativa na maneira como os norte-americanos enxergam as relações com Pequim.

Cerca de 59% da Geração Z e 58% dos Millennials são favoráveis a uma política de cooperação e relações amistosas com a China. Entre a Geração X e os Baby Boomers, o apoio fica em 48%.

Outro dado chama atenção: 25% dos jovens da Geração Z afirmam que a China não representa ameaça alguma aos Estados Unidos. Entre os Millennials, esse percentual é de 16%; na Geração X, 11%; e entre os Baby Boomers, apenas 4%.

A posição dos jovens também aparece na discussão comercial. Aproximadamente 69% da Geração Z e dos Millennials rejeitam uma redução do comércio bilateral entre Estados Unidos e China. Além disso, 66% dos integrantes dessas duas gerações são contrários ao aumento das tarifas sobre produtos chineses.

O impacto econômico das tarifas também é percebido pela população. No conjunto dos entrevistados, 76% afirmam que as tarifas já adotadas prejudicam o custo de vida nos Estados Unidos.

A questão dos estudantes chineses também apresenta forte divisão geracional. Enquanto 56% dos Baby Boomers e 63% da Geração X apoiam limitar o número de estudantes chineses nas universidades norte-americanas, 64% da Geração Z e 65% dos Millennials são contrários à medida.

Os resultados apontam para uma possível mudança de percepção entre as gerações mais jovens. Com o aumento da participação desses eleitores na política norte-americana, a diferença entre a política oficial de Washington em relação à China e a opinião de parte da população pode se tornar cada vez mais relevante no debate sobre as relações entre as duas maiores economias do mundo.


🔍 Fontes: Brasil de Fato

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação. 

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