Apenas quatro dias depois de ter seu nome oficializado como substituto de Lula, Fernando Haddad subiu quatro pontos e foi o que mais cresceu na nova pesquisa Datafolha, chegando a 13%, empatado com Ciro Gomes, que ficou estacionado.
Os dois agora vão ter que correr contra o relógio porque Jair Bolsonaro, o líder nas pesquisas, que está há uma semana internado no Hospital Albert Einstein, tem o dobro de intenção de votos, ao passar de de 24% para 26%.
Com Alckmin (9%) e Marina (8%) empacados em um dígito, a disputa agora tende a se limitar aos três, Bolsonaro, Ciro e Haddad, como já escrevi aqui, depois de duas semanas de horário político na televisão.
Esta é a primeira pesquisa do Datafolha com a definição das candidaturas no TSE, após o impedimento da candidatura de Lula.
Nos cenários de segundo turno, Ciro Gomes leva vantagem sobre todos os outros candidatos, variando apenas a diferença.
Embora tenha subido quatro pontos nas duas últimas pesquisas, após o atentado de Juiz de Fora, Bolsonaro continua com o maior índice de rejeição: 44%.
Logo a seguir, vem Marina, com 40 % de rejeição. Haddad tem 26%, um a mais do que Alckmin.
O menos rejeitado entre os candidatos competitivos é Ciro Gomes, com 21%, o que explica sua vantagem na disputa do segundo turno.
Restam muitas dúvidas no horizonte.
Ainda não se sabe por quanto tempo Bolsonaro ficará fora de combate, após a segunda cirurgia de emergência na quarta-feira, e como ficará sua campanha com as disputas internas entre o vice, general Mourão, a família e os dirigentes do seu partido, o PSL.
Só as próximas pesquisas poderão apontar o potencial de votos de Haddad, que pulou de 5% para 9% e, agora, foi para 13%, sinalizando uma curva ascendente.
Espremido entre a extrema-direita de Bolsonaro e a esquerda de Haddad, Ciro poderá ocupar o espaço que seria de Alckmin como candidato de centro na disputa pelo voto útil.
Nada ainda está definido, mas o novo Datafolha serviu para sinalizar um quadro mais claro na disputa pelas duas vagas no segundo turno.
Tudo é possível: desde um segundo turno com dois candidatos à direita (Bolsonaro e Alckmin) até dois no campo da esquerda (Ciro e Haddad).
Mas o mais provável é que teremos mais uma vez uma disputa final entre esquerda e direita, como tem acontecido nos últimos 25 anos.
Vida que segue, até a próxima pesquisa.



