O presidente Lula afirmou que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema for aprovada no Senado. Segundo Lula, esta ação será fundamental para o combate ao crime organizado que se infiltrou em instituições a partir do governo de Jair Bolsonaro, culminando nos casos ‘BolsoMaster’ e de desvios no INSS.
A afirmação de Lula foi feita nesta terça-feira (14) a jornalistas de mídias progressistas.
“Na hora que a PEC for aprovada no Senado, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública, com um orçamento muito poderoso […] esse país vai ter segurança pública, com Polícia Federal, mais gente e inteligência, e com a Guarda Nacional para fazer as intervenções necessárias para ninguém nunca mais falar em GLO (Garantia da Lei e da Ordem)”, aponta.
Conforme explicou o presidente, os crimes não apareciam no governo de Jair Bolsonaro, pois ele não combatia a corrupção.
“Agora, todo crime que a Polícia Federal desvendar tem que dizer quando é que começou a funcionar a quadrilha, quando ela foi criada e em que governo. Para que a gente tenha na sociedade a dimensão da serpente que botou o ovo que germinou o crime organizado”, salienta Lula.
Na visão do presidente, é imprescindível indicar quando e em que situação as organizações criminosas passaram a atuar, para que a responsabilidade seja atribuída aos verdadeiros responsáveis, como no caso do Banco Master, chamado de ‘BolsoMaster’, e dos desvios no INSS, ambos com a digital do governo Bolsonaro.
“Se você pegar a cronologia do Banco Master, você vai ver que, em 2019, em fevereiro, houve o primeiro pedido de legalização. O presidente do Banco Central era o Ilan [Goldfajn]. Ele negou. Quando chegou setembro do mesmo ano, já era o Roberto Campos Neto. Ele legalizou. Então, você vai perceber que foi tudo no governo passado. A mesma coisa no INSS”, explica Lula.
O presidente ainda lembrou do infame PowerPoint da GloboNews que tentou ligá-lo ao caso Master. Lula disse que conversou com um dirigente da Globo sobre a irresponsabilidade cometida. No fim, o dirigente culpou um funcionário, posteriormente demitido: “Não dá mais para gente admitir esse tipo de sacanagem”, diz Lula.
Com informações do Vermelho
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