
Depois de sugar todo o Pink Money que podia da comunidade LGBTQIAPN+, a subcelebridade Jojo Todynho tirou sua máscara de diva das gays e assumiu seu bolsonarismo e o lugar que, claramente, sempre quis: o de mais uma figura esdrúxula na política nacional.
Após posar ao lado de Michelle Bolsonaro, a cantora retirou do ar a música “Arrasou, Viado”, em homenagem à comunidade LGBTQIAPN+, e se declarou uma “mulher preta de direita”, além de afirmar que vai se candidatar nas eleições de 2026.
Ao rebater críticas da Deputada Erika Hilton – mulher negra e transexual, que falou nada mais que a verdade ao acusar Jojo de traição – a subcelebridade acusou, aos berros, Erika Hilton de ser mal-educada (risos).
Quem é Jojo Todynho para falar em educação? Uma criatura que virou meme pelas grosserias?
A deputada, com elegância que Jojo jamais terá, citou Paulo Freire para criticá-la:
“Traidora. Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.”

Nos mesmos stories em que diz não conhecer a deputada – não me surpreende saber que ela está tão por fora assim do cenário político nacional, visto que Erika é atuante e se destaca no Congresso – Jojo afirma que “não prometeu nada a ninguém”.
Então tá.
A mulher lança uma música literalmente vestindo a bandeira de uma causa, ganha dinheiro e fama a partir disso e, quando resolve tirar a própria máscara, lança essa: eu nunca prometi nada para ninguém.
E essa mesma mulher não admite ser criticada por uma incoerência que poderia, sim, ser chamada de traição, se o bolsonarismo inerente a Jojo Todynho fosse alguma novidade.
Na verdade, ela sempre foi uma bolsonarista enrustida, que só levantava a causa por dinheiro e fama.
“Qual foi a bandeira que eu levantei? Pedir respeito não é levantar bandeira. Respeito é um dever de todos. Ninguém é obrigado a gostar, mas respeitar todo mundo é obrigado”, disse.
Além de traidora, perdoem-me, Jojo Todynho é burra. O bolsonarismo usa – como sempre usou – as mulheres (e minorias em geral) quando lhes é conveniente, descartando-as quando já cumpriram seu papel (que é, não raro, conferir aos partidos de direita um ar de certa diversidade, falsa de dar dó).
Já o Pink Money é uma fonte quase inesgotável.
Casos como este devem servir para nos fazer observar a situação deprimente das mulheres de direita: burras ao ponto de não saberem que a direita é, inevitável e fatalmente, machista. Que seu lugar na política dos conservadores é e sempre será um lugar de subserviência, tratadas como objetos descartáveis que não têm e jamais terão voz, de fato, em seus partidos.
A mulher de direita – pior: a mulher preta de direita – não entendeu que é o alvo daqueles a quem escolhe servir.
Mas não é isso que importa a Jojo Todynho: importa o dinheiro, seja das gays, seja do povo.
Para mim, nunca passará de um meme.

Com informações do Diário do Centro do Mundo
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